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A segurança pública é um dos principais desafios estruturais para o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. Ciente da importância do tema para o ambiente de negócios e a sociedade fluminense, o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, marcou presença na abertura da primeira edição do Congresso Internacional sobre Segurança Pública, Cooperação e Direitos Humanos, realizado na sede da federação.
Na ocasião, Caetano destacou que a criminalidade no Brasil deixou de ser um risco eventual e tornou-se um custo estrutural. Para tangibilizar o cenário, citou dados do estudo Brasil Ilegal em Números, elaborado pela Firjan em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP): em 2022, foram mais de R$ 450 bilhões de prejuízo com a ilegalidade, considerando sonegação, mercado ilegal e furtos de serviços públicos.
“Trata-se de um problema nacional, mas que aqui no Estado do Rio se manifesta de forma diferenciada, ligado a domínios de território. Pesquisa da Firjan revelou que dois em cada três industriais fluminenses consideram a segurança crucial para a decisão de investimentos. O problema já não se limita à Região Metropolitana e tem representado um desafio cada dia maior no interior fluminense”, afirmou o empresário.
O presidente da Firjan também destacou outro levantamento elaborado pela federação, com o intuito de oferecer dados para contribuir com o enfrentamento à criminalidade. No final do ano passado, o estudo Rio de Futuro apontou a segurança pública como um dos desafios estruturais a serem superados. A pesquisa foi feita a partir de mais de 270 mil indicadores e da escuta de mais de 200 especialistas e mapeou nove fronteiras de desenvolvimento para o Estado do Rio.
“Na visão da Firjan, a solução passa por três grandes vertentes. A primeira é dar visibilidade ao problema de segurança pública e de seu impacto na sociedade. Nossa Federação já realiza isso por meio de importantes estudos. E entendo que também se trata do objetivo deste congresso. A segunda é por meio de ações locais”, disse Caetano. O terceiro caminho, explicou, é por meio de mudanças estruturais, o que tem relação direta com o aperfeiçoamento da legislação. “A Firjan apoia a PEC 18/2025, da Segurança Pública, em tramitação hoje no Senado”, enfatizou.
O dirigente destacou ainda a necessidade da ampliação do combate ao roubo de cargas. Conforme explicou, os furtos afetam diretamente as empresas e desestimulam investimentos e geração de empregos, atingindo a sociedade fluminense.
Ações de inteligência e responsabilidade social
Durante a sua fala, o Caetano destacou que a federação vem cooperando para garantir um cenário seguro aos empresários. “Destaco o levantamento de recursos, junto a indústrias, para aquisição de equipamentos destinados às Polícias Federal e Rodoviária Federal, visando aprimorar ações de inteligência. Obtivemos R$ 1,2 milhão, utilizados para a doação, por exemplo, de drones de longo alcance e para a instalação de câmeras de vigilância em locais estratégicos de rodovias federais que cruzam nosso Estado”, citou.
A segurança e a integridade dos cidadãos foram enfatizadas por Caetano, que lembrou das extorsões praticadas pelo crime organizado, resultando no encarecimento de itens básicos, como os alimentos, nas periferias. “É uma agressão aos Direitos Humanos. É uma situação dramática na qual buscamos atuar também por meio da cooperação, em iniciativas como o Firjan SESI Cidadania, nosso principal programa de responsabilidade social. Hoje estamos presentes em 35 localidades do Rio e Região Metropolitana, com mais de 2,1 milhões de pessoas atendidas”, afirmou na abertura do evento.
O evento também contou com a participação do deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), que discorreu sobre o trabalho em curso em Brasília para a atualização da legislação penal brasileira, com 26 projetos de lei voltados a ampliar a eficiência na prevenção e repressão ao crime, alguns contando com parceria da Firjan. Para o parlamentar, iniciativas como essa são fundamentais: "Esse congresso representa a construção de caminhos, de políticas públicas eficazes e de soluções concretas para devolver segurança à população", disse.
O I Congresso Internacional sobre Segurança Pública, Cooperação e Direitos Humanos que começou na terça-feira prossegue até sexta-feira, com a presença de parlamentares, desembargadores, secretários, agentes e servidores públicos, executivos, especialistas e outras lideranças.
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