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Os colombianos foram às urnas neste final de semana para escolher quem substituirá Gustavo Petro, ex-guerrilheiro eleito pelo partido Colômbia Humana.
A disputa estava acirrada entre o conservador Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda, aliado de Petro.
A apuração inicial das urnas deu a vitória a la Espriella, que conseguiu 43,7% dos votos contra 40,9% para o outro candidato. Os dois ainda se enfrentarão no segundo turno, que acontecerá no dia 21 de junho.
Presidente e candidato derrotado falam em fraude
Em suas redes sociais, o presidente disse que não reconhece o resultado e esperará a confirmação oficial:
“As urnas já contestadas demonstram que centenas de milhares de votos foram acrescentados sem a existência de eleitores que tenham efetivamente votado. Portanto, e em conformidade com a lei, os resultados vinculantes que o presidente considerará e aceitará serão os das comissões de apuração conduzidas pelos juízes da República”.
Ele também criticou o processo de pré-contagem e fez críticas aos irmãos Felipe, Camilo e Fernando Bautista, donos da empresa de tecnologia Thomas Greg & Sons.
A organização é uma das responsáveis pela contagem preliminar. Segundo Petro, foram acrescentados 800 mil votos na pré-contagem.
Cepeda também pediu esclarecimento diante da acusação de “votação atípica” e dos rumores de 800 mil votos a mais.
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Candidato vencedor defende o resultado
Diante dessas acusações contra o sistema eleitoral, o candidato vencedor pediu que os militares defendam o resultado:
“[Faço] Um chamado a Força Pública e ao Exército da pátria para que ativem o mecanismo constitucional no caso de que esse delinquente pretenda não reconhecer a vontade do povo colombiano”.
Ele também afirmou que o povo não tolerará qualquer tentativa de reverter sua vitória nas urnas:
“Não se atrevam em insistir em não reconhecer os resultados das eleições, porque o povo vai se levantar e vai castigá-los”.
De la Espriella pediu que os EUA e outros países que acompanharam o pleito também se posicionem contra as acusações.
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