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Quando Ozempic e seus similares explodiram em popularidade no Brasil, impulsionando o mercado de canetas emagrecedoras para R$ 20 bilhões em 2026 ninguém alertou os pacientes sobre uma consequência invisível.
O emagrecimento rápido causa flacidez acelerada. E agora clínicas estéticas enfrentam uma avalanche de demanda por procedimentos de retração tecidual que ainda não dominam completamente.
Priscila Sebbe, engenheira biomédica com 20 anos de atuação no setor, é uma das vozes que tenta preencher essa lacuna.
No evento Estética in Rio, participando pela quarta vez consecutiva, ela traz duas palestras dedicadas exclusivamente ao tema: flacidez acelerada e as duas tecnologias mais promissoras para combatê-la.
Coordenadora do curso de Estética da Univap em São Paulo, mestre e doutora em sua área, Sebbe representa uma geração de profissionais que vê o problema crescer mais rápido do que as soluções.
"A gente tá no momento das canetas emagrecedoras e eu vim com o tema flacidez acelerada e com duas tecnologias que a gente tá usando muito para retração tecidual e ajudar no colágeno, na sustentação da pele", resume ela.
A preocupação é legítima. O crescimento do consumo de canetas emagrecedoras no Brasil foi de 88% em 2025, movimentando cerca de R$ 9 bilhões em importações, segundo a Agência Brasil. As projeções para 2026 indicam que o mercado poderá quase dobrar, atingindo R$ 20 bilhões.
O paradoxo do emagrecimento acelerado
Quando medicamentos como semaglutida (Ozempic, Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro) promovem emagrecimento rápido, o corpo não consegue acompanhar a elasticidade da pele.
A derme, que levou anos para se adaptar ao peso anterior, desaba quando o peso cai em semanas ou poucos meses. O resultado é a flacidez — aquele aspecto de pele solta e enrugada que frustra pacientes que, afinal, alcançaram o emagrecimento que buscavam.
Esse efeito colateral catalisou um novo fenômeno no mercado estético brasileiro: a demanda explosiva por tecnologias de retração tecidual e estímulo de colágeno. Fornecedores de equipamentos e produtos cosméticos veem clínicas estéticas como seu principal cliente agora. O que era um complemento ao trabalho estético tornou-se imperativo comercial.
Priscila aborda isso diretamente em suas palestras. Ela discute não apenas as tecnologias já consolidadas, aquelas que "já tiveram grande penetração no mercado e já vêm sendo bastante faladas", mas também o que há de atual e o que está por vir. Essa progressão é essencial, pois o setor estético não pode mais ignorar um problema que seus clientes trazem consistentemente.
Radiofrequência e ultrassom microfocado: o duelo das tecnologias
As duas tecnologias que Priscila destaca como promissoras para tratamento de flacidez são radiofrequência e ultrassom microfocado. Ambas funcionam por princípios térmicos e bioestimuladores, mas com diferenças significativas de aplicação.
A radiofrequência funciona emitindo energia térmica controlada através de agulhas, aquecendo camadas mais profundas da derme e hipoderme.
Esse aquecimento estimula a produção de colágeno e elastina, promovendo retração imediata e resultado progressivo.
No Brasil, foram registrados mais de 60 mil procedimentos de rejuvenescimento utilizando radiofrequência em 2024, consolidando a tecnologia como padrão-ouro da estética não invasiva.
O ultrassom microfocado, por sua vez, utiliza ondas sonoras de alta frequência para gerar calor de forma mais seletiva, atingindo profundidades específicas sem danificar a epiderme.
É particularmente eficaz em áreas delicadas como pálpebras e pescoço, onde a radiofrequência tradicional pode ser limitada.
A questão que clínicas colocam para profissionais como Priscila é simples: qual escolher? Ou, melhor ainda, como combiná-las em protocolos que potencializam resultados? Essa é exatamente a natureza das duas palestras que ela apresentará durante o evento.
Univap e a formação científica que o mercado exige
Priscila não é apenas uma palestrante ocasional. Como coordenadora do curso de Estética da Univap, ela está na linha de frente da formação de profissionais que enfrentarão essa nova realidade.
A Univap estrutura seu currículo com integração entre teoria e prática, ênfase em tecnologias de última geração e foco na eficiência clínica exatamente o que o mercado precisa agora.
"Engenheira, esteticista, mestre, doutora, pesquisadora", enumera ela própria seus títulos. Essa diversidade de formação não é acidental.
O mercado estético contemporâneo exige profissionais que entendam simultaneamente a ciência por trás das tecnologias, a praticidade de sua aplicação e a ética de seu uso. Priscila representa esse novo padrão.
Ela chama seus alunos carinhosamente de "pupilas", indicando a proximidade e compromisso com a formação contínua. Seus seguidores no Instagram (@deengenheira.priscilasebe) acompanham regularmente conteúdos sobre as tecnologias mais novas, casos clínicos e reflexões sobre tendências do setor.
Essa presença digital não é marketing vazio é educação para um mercado que avança mais rápido do que a maioria dos profissionais consegue acompanhar.
O desafio das clínicas: lucro versus expertise.
Muitas clínicas estéticas no Brasil descobriram um filão lucrativo. Pacientes que usam canetas emagrecedoras chegam desesperados, procurando soluções para flacidez, dispostos a pagar por procedimentos caros.
O negócio é óbvio. Mas há um problema: nem todas as clínicas entendem suficientemente bem as tecnologias para aplicá-las com segurança e eficácia.
Aqui reside a importância de eventos como Estética in Rio e de profissionais como Priscila. Não se trata apenas de apresentar equipamentos bonitos e promessas de resultados. Trata-se de educar um mercado que está crescendo tão rapidamente que ameaça deixar a qualidade para trás.
Fornecedores de produtos cosméticos estão ofertando centenas de opções para combater flacidez pós-emagrecimento. Alguns funcionam. Outros são apenas ouro de tolo reempacotado. A diferença entre um e outro frequentemente reside na expertise de quem prescreve e aplica.
A trajetória de 20 anos que credencia autoridade
Priscila não chegou a esse lugar de destaque por acaso. Duas décadas de trabalho na área, passando por estética, engenharia biomédica, mestrado, doutorado e pesquisa continuada, constituem um currículo que poucos profissionais podem reivindicar. Sua participação no Estética in Rio pela quarta vez consecutiva não é uma coincidência é reconhecimento de que ela tem algo importante a dizer.
O workshop que ela coordena na HTM durante o evento é estruturado especificamente para que profissionais de clínicas saiam com conhecimento prático. Não basta entender que radiofrequência estimula colágeno. É preciso entender em que profundidade aplicar, em qual intensidade, com qual frequência de sessões e como combinar com outras abordagens para resultados ótimos.
O que esperar das palestras: passado, presente e futuro.
Priscila deixa claro que suas palestras cobrem um espectro temporal completo. O que "já teve" no mercado de tecnologias para flacidez fornece contexto histórico e permite entender evolução.
O que existe "de atual" é aplicável imediatamente nas clínicas. O que "tem por vir" prepara profissionais para o próximo ciclo de inovação porque ele chegará mais rápido do que imaginam.
Essa estrutura pedagógica é sofisticada. Não é uma venda de equipamento, não é um seminário corporativo mascarado. É educação contínua genuína, oferecida por alguém que investe sua própria carreira em estar atualizado.
Impacto econômico do fenômeno flacidez pós-emagrecimento
Para clínicas estéticas, o desafio de flacidez acelerada transformou-se em oportunidade econômica significativa.
Pacientes que chegam com pele flácida após emagrecimento rápido demandam múltiplos procedimentos: radiofrequência, ultrassom, peelings, protocolos de retração, suplementação de colágeno.
Estima-se que um paciente em fase de tratamento de flacidez pós-emagrecimento possa gerar entre R$ 3 mil e R$ 15 mil em procedimentos ao longo de alguns meses, dependendo da extensão do problema e das tecnologias disponíveis.
Para uma clínica média com 100 pacientes em tratamento simultâneo, isso representa potencial de faturamento mensal entre R$ 300 mil e R$ 1,5 milhão — apenas nesse segmento.
Mas o dinheiro só flui se as clínicas souberem o que estão fazendo. Aí reside a verdadeira função de eventos como Estética in Rio e profissionais como Priscila: traduzir ciência em prática rentável e segura.
Conectando com Priscila: canal direto para expertise.
Para profissionais que desejam aprofundar conhecimento sobre flacidez acelerada, tecnologias de retração tecidual e protocolos inovadores, Priscila está presente nas redes sociais.
Seu Instagram é @deengenheira.priscilasebe (Priscila tem dois "L" e "SBBE"). Ela mantém contato direto com seus alunos e seguidores, respondendo dúvidas e compartilhando conteúdo educacional regularmente.
Sua filosofia é clara: a estética moderna exige profissionais que entendam tanto a ciência quanto a prática, tanto o passado quanto o futuro do mercado. Não há atalhos.
Educação contínua é o único caminho para se manter relevante em um setor que muda em velocidade de internet.

Por Robson Talber @robsontalber
Repórter Renata Barbosa @beleza.naotemidade
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