Silencioso e traiçoeiro: o que você precisa saber sobre o câncer de peritônio antes que os sintomas apareçam

Doença rara e de diagnóstico difícil afeta a membrana que reveste o abdômen e pode ser confundida, nos estágios iniciais, com problemas digestivos comuns

Silencioso e traiçoeiro: o que você precisa saber sobre o câncer de peritônio antes que os sintomas apareçam

O peritônio é aquela fina membrana que a maioria das pessoas nunca ouviu falar — até que algo dá errado dentro dela. Localizada na cavidade abdominal, ela reveste e protege órgãos como estômago, intestino e bexiga. E é justamente ali que pode se desenvolver um dos tipos de câncer mais raros e difíceis de detectar precocemente: o câncer de peritônio.

Segundo especialistas, existem dois grandes grupos da doença. O primário nasce nas próprias células do peritônio e tem comportamento parecido com o do câncer de ovário — os principais subtipos são o carcinoma seroso primário e o mesotelioma peritoneal maligno. Já o metastático, mais comum, surge quando células de tumores de outros órgãos — sobretudo ovário, estômago, intestino grosso e apêndice — se desprendem e se instalam na membrana, processo conhecido como carcinomatose peritoneal.

O grande problema é o silêncio da doença. Nos estágios iniciais, os sintomas costumam ser vagos: dor abdominal leve, mudanças no trânsito intestinal, sensação de estufamento. Quando o quadro avança, aparecem sinais mais claros — acúmulo de líquido no abdômen (ascite), perda de peso sem explicação, fadiga e febre recorrente. É justamente essa inespecificidade que faz o diagnóstico, na maioria dos casos, chegar tarde.

O tratamento passa geralmente por quimioterapia, podendo incluir cirurgia para remoção de lesões residuais associada à quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC) — técnica em que a droga é aplicada aquecida diretamente na cavidade abdominal após a cirurgia. Como em praticamente todo câncer, o prognóstico melhora quanto mais cedo a doença é identificada — o que reforça a importância de não ignorar sintomas digestivos persistentes por mais de duas semanas.

Fontes: Portal Drauzio Varella, Minha Vida, Sanarmed

Este texto tem caráter informativo e não substitui consulta médica. Em caso de sintomas persistentes, procure orientação de um profissional de saúde.

Por MBL - MOVIMENTO BRASIL LIVRE em 06/08/2026
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