Agente federal Luís Marta recebe medalha na Sala Cecília Meireles e defende a transformação das guardas municipais em polícia municipal

No evento Heróis da Sociedade, na Sala Cecília Meireles, o candidato a deputado federal pelo Solidariedade (7722) detalhou os critérios rigorosos para o armamento das guardas, defendeu a carreira de polícia municipal e denunciou o avanço do Airbnb sobre bairros como Copacabana e Barra da Tijuca

A Sala Cecília Meireles, no coração da Lapa, foi palco de mais um capítulo de reconhecimento no evento Heróis da Sociedade, promovido pelo Instituto da Soberana Ordem dos Heróis da Sociedade.

Entre os homenageados da noite, o agente federal Luís Marta, candidato a deputado federal pelo Solidariedade, recebeu a Medalha Soberana Ordem da Sociedade.

Em entrevista ao Jornal da República e Última Hora, ele transformou a honraria em plataforma: defesa das guardas municipais, proteção animal, meio ambiente e o direito do carioca de permanecer na própria cidade.

"O meu trabalho vem por meio das guardas municipais, de um trabalho que foi realizado durante alguns anos, três a quatro anos", afirmou o agente, que construiu uma relação próxima com as corporações de todo o estado a ponto de ser chamado carinhosamente de "padrinho das guardas".

O armamento das guardas municipais não é simples.

Um dos pontos centrais da entrevista foi o esclarecimento sobre o armamento das guardas municipais, tema frequentemente tratado como medida simples.

Luís Marta explicou que o processo é cercado de rigor técnico e burocrático. "É feita uma análise minuciosa, são pedidos alguns requisitos para que se arme a guarda. "É um convênio entre a prefeitura e a Polícia Federal", detalhou.

Segundo o agente, o convênio é celebrado com a assinatura do prefeito e do superintendente da Polícia Federal. "Aí sim, a guarda do município pode estar efetivamente armada, mas sempre cumprindo esses requisitos.

"Seria impossível sem eles", completou, ressaltando que a segurança jurídica do processo protege tanto os agentes quanto a população.

Qualificação que exige etapas e exames.

O candidato destacou que a formação de um guarda armado perpassa um longo caminho de capacitação. A qualificação deles perpassa por várias etapas. Nessas etapas, eles têm que cumprir uma carga horária de tiros, uma carga horária de aulas teóricas", explicou.

O processo inclui ainda avaliações de saúde mental e técnica. "Após o cumprimento disso, passou por exame psicológico, passou por um exame técnico, que seria o IAT credenciado, que vai aplicar os laudos."

Aí sim, depois de apresentar todos esses quesitos, além da prova final, estão preparados", detalhou, reforçando que a guarda armada é formada por profissionais hiperqualificados.

Quatro guardas já armadas, dez em análise.

A atuação de Luís Marta junto à Polícia Federal rendeu resultados concretos no estado. Segundo informações divulgadas, quatro guardas municipais fluminenses já estão devidamente armadas: Volta Redonda, Araruama — a primeira autorizada —, São Gonçalo e Itaguaí.

Outras dez a doze corporações encontram-se em processo de análise junto ao órgão federal.

O trabalho segue as normas estabelecidas pela Instrução Normativa 310/2025 da Polícia Federal, que define os procedimentos para concessão de porte de arma funcional às guardas municipais mediante Termo de Adesão e Compromisso, e o Estatuto Geral das Guardas Municipais, a Lei 13.022/2014, que estruturou o papel dessas corporações na segurança pública.

A luta pela polícia municipal

Ex-guarda e ex-agente do sistema prisional no início dos anos 1990, Luís Marta conhece de perto a realidade da categoria. "Já fui guarda, trabalhei no sistema prisional no início da década de 90 e lá era apenas guarda de presídio." "Hoje os colegas alcançaram a tão sonhada polícia penal e estão inseridos no rol do artigo 144 como policiais", comparou.

Para ele, as guardas municipais merecem o mesmo reconhecimento.

"O que eu quero militar e brigar pela guarda, além de transformar a Guarda Municipal em polícia municipal, é brigar pela questão de cargo, salários, porque é estruturá-los.

Quando eles conseguirem ser policiais de fato, também terão direito à aposentadoria especial, porque é um absurdo um guarda estar na rua e ter que cumprir uma aposentadoria como um cidadão comum, levando em consideração a periculosidade da própria função", argumentou.

O candidato defende um modelo inspirado na experiência americana. "Acho que é justo que eles venham a ser policiais municipais, assim como a polícia americana, que é uma polícia de condado, com o tal do xerife.

Obviamente, estabelecendo as particularidades da realidade brasileira, mas há uma modelagem interessante", afirmou.

 

A proteção animal como causa de vida.

A relação de Luís Marta com a causa animal vem da adolescência. "Sempre fui militante da causa animal, sempre fui protetor.

Tenho reconhecimento da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, da Medalha Francisco de Assis como protetor", revelou, referindo-se à honraria criada pela Câmara carioca para reconhecer quem trabalha em defesa dos animais.

O compromisso, porém, já custou caro. "Tenho cinco animais resgatados. "Quase perdi a vida três vezes num resgate: duas vezes na Linha Vermelha e uma vez na Linha Amarela", contou, evidenciando o risco assumido em cada salvamento.

Reflorestamento e meio ambiente.

A plataforma ambiental do candidato também se traduz em ação concreta. Luís Marta revelou que restaurou e replantou uma área no Maciço, na região de São Francisco, em Niterói, com mudas próprias produzidas em seu criatório.

"É uma área específica que eu reflorestei, fiz um replantio com mudas próprias, porque eu tenho um criatório de mudas", explicou.

A defesa do meio ambiente completa o tripé da candidatura, ao lado da segurança pública e da proteção animal — causas que atravessam sua trajetória pessoal e profissional.

O carioca não pode perder espaço para o turismo.

Um dos pontos mais contundentes da entrevista foi a defesa do morador contra o avanço das plataformas de hospedagem. "O Airbnb está tirando o morador, por exemplo, de Copacabana. O morador de Copacabana hoje não consegue mais ser carioca de Copacabana.

"Barra da Tijuca e boa parte da zona sul estão tomadas pelo turismo", denunciou.

O agente relatou o impacto no dia a dia dos bairros. "Muitos síndicos reclamam porque, onde tinha um apartamento e havia paz, hoje tem uma estrutura de aproveitamento dos imóveis para hospedagem, causando transtornos e problemas aos moradores de verdade", afirmou.

Para Luís Marta, a solução é clara. "O carioca não pode perder espaço para o turismo.

O turismo quer fazer turismo, vai para o hotel, que tem licenciamento e é preparado para isso. "O carioca merece ocupar seu espaço como morador de Copacabana, da Barra da Tijuca, de Ipanema", defendeu.

Uma candidatura de serviço público

Servidor público federal, nascido no Rio de Janeiro em 22 de maio de 1972, Luís Carlos Jorge Marta disputa pela primeira vez um cargo eletivo, com o número 7722.

A candidatura pelo Solidariedade concentra-se nas pautas que ele conhece por dentro: a segurança pública, a valorização das guardas municipais e a qualidade de vida urbana.

"Meu nome é Luís Marta, sou candidato a deputado federal 7722", apresentou-se, encerrando a participação no evento que reuniu dezenas de homenageados no centro do Rio.

Reconhecimento e compromisso.

A Medalha Soberana Ordem da Sociedade, entregue pelo Instituto presidido pela comendadora Dra. Neiva Trindade Taveira reconhece trajetórias de serviço à comunidade. Para Luís Marta, a honraria chega em um momento de virada: a transição da atuação técnica na Polícia Federal para a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

Da análise dos convênios de armamento ao resgate de animais nas vias expressas, do reflorestamento em Niterói à defesa do morador de Copacabana, o agente federal apresenta uma plataforma que une rigor técnico e causas sociais — com a promessa de levar a Brasília a voz de quem protege as cidades e seus moradores.

Biografia de Luís Marta

Luis Carlos Jorge Marta, conhecido como Luís Marta, é agente federal, servidor público com atuação na Polícia Federal, e candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026, pelo partido Solidariedade, com o número 7722.

Nascido no Rio de Janeiro em 22 de maio de 1972, construiu uma carreira dedicada à segurança pública: foi guarda municipal e trabalhou no sistema prisional no início dos anos 1990, experiência que lhe deu visão privilegiada sobre a evolução das carreiras de segurança.

Nos últimos anos, tornou-se referência técnica no processo de armamento das guardas municipais, atuando na análise dos convênios entre prefeituras e a Polícia Federal e na capacitação das corporações — trabalho que lhe rendeu o apelido carinhoso de "padrinho das guardas".

Defensor da transformação das guardas em polícia municipal, com estruturação de cargos, salários e aposentadoria especial, Luís Marta também é militante da causa animal desde a adolescência, tendo recebido a Medalha São Francisco de Assis da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Já resgatou cinco animais, quase perdendo a vida três vezes nas linhas Vermelha e Amarela, e atua na recuperação ambiental, com área reflorestada e replantada em Niterói. Sua plataforma inclui ainda a defesa do morador contra o avanço de plataformas de hospedagem, como o Airbnb, em bairros como Copacabana, Barra da Tijuca e Ipanema.

Em 2026, recebeu a Medalha Soberana Ordem da Sociedade no evento Heróis da Sociedade, na Sala Cecília Meireles, em reconhecimento à sua trajetória de serviço público e impacto social.

Por Robson Talber @robsontalber

Repórter Antonio Lemos, @djportugues

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Por Jornal da República em 27/08/2026
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