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No encontro na Fundição Progresso, a deputada estadual e candidata à reeleição (PCdoB, 65123) — primeira mulher trans eleita na Alerj e primeira professora doutora trans da UFRJ — destaca o peso econômico da cultura, o risco real da entrega do Brasil e pede a reeleição de Lula para salvaguardar a democracia

O Jornal da República e o Última Hora estiveram ao vivo na Fundição Progresso, durante o ato pela cultura com o presidente Lula. Entre as protagonistas dessa luta, a conversa foi com Dani Balbi, deputada estadual e candidata à reeleição, que destacou a importância do encontro para o setor cultural e para o país.
"Olha, a cultura é um dos setores mais pungentes da economia brasileira. A gente tem uma estimativa de que ela movimente cerca de 6% do PIB. São as estimativas mais pessimistas — indiretamente, ela movimenta muito mais", afirmou, ao abrir a conversa sobre o peso do setor.
A cultura e a soberania nacional
Para a deputada, o valor da cultura vai muito além do econômico. "Para além desse olhar mais objetivo, mais estrutural, para a economia criativa como um todo, para a cultura de modo geral, é importante pensar no papel que a cultura tem na afirmação da soberania nacional, da nossa identidade como povo brasileiro", destacou.
A fala conecta o setor à construção da identidade do país — um tema central no ato que reuniu cerca de 100 artistas na Lapa.
O resgate da cultura pelo governo Lula
Dani fez um balanço das iniciativas do governo federal. "O Lula resgatou a cultura para o povo, para as trabalhadoras e trabalhadores da cultura, fez diversos investimentos, reinstituiu o Ministério da Cultura, reorganizou os editais de fomento direto e indireto, retomou a política do fundo de cultura, do fundo do setor audiovisual", enumerou.
"Poderia listar um sem número de iniciativas que o presidente Lula protagonizou nesses últimos anos", completou, ao reforçar o compromisso do governo com o setor.
O risco real da entrega do Brasil
A deputada alertou para o que está em jogo. "Por óbvio, todos os setores da cultura, de diversas linguagens, estão com Lula, porque nós estamos em risco. O risco é real, o risco da entrega do Brasil", afirmou.
"E nós sabemos que, por tudo isso, entregar a cultura, desmontar o campo de produção do simbólico e do imaginário é uma das primeiras tarefas do fascismo", completou, ao conectar a defesa da cultura à defesa da democracia.
Educação e cultura contra a violência
Questionada sobre a política certa para combater a violência e a criminalidade, Dani foi enfática. "Política certa para se combater a violência: educação e cultura. As periferias do Brasil carecem de serviços assistenciais essenciais", afirmou.
Para ela, a causa da violência está na vulnerabilidade. "A criminalidade, o domínio territorial para exploração econômica dessas vulnerabilidades é o que marca a realidade das pessoas faveladas e é a razão, a causa que enseja a violência", explicou.
A solução, segundo a deputada, é estrutural. "Fazer com que o Estado chegue através de investimento pesado em educação e cultura, tudo isso articulado, é um projeto amplo de desenvolvimento das forças produtivas, para que as jovens e os jovens tenham uma formação cultural sólida e possam, através disso, vislumbrar outras perspectivas", defendeu.
Contra o genocídio, a favor da inteligência
Dani foi categórica ao rejeitar o discurso de força bruta. "Arma, genocídio não é a solução. Produz mais morticínio, mais desesperança e mais insegurança", afirmou.
E diferenciou a abordagem do governo. "O presidente Lula é um presidente comprometido com o combate ferrenho a toda forma de organização criminosa. É por isso que o presidente Lula não produz genocídio, produz investimento e, obviamente, investigação com inteligência para quebrar o braço financeiro do crime organizado", completou.
Ao encerrar, Dani se apresentou e pediu o voto. "Eu sou a Dani Balbi, deputada estadual, candidata à reeleição, sua primeira professora trans, fui a primeira professora trans da UFRJ, a primeira doutora formada por aquela instituição. Sou professora e roteirista, professora de cinema", afirmou.
"Estou deputada estadual e preciso voltar para a Alerj. Mas nós todas e todos precisamos reeleger o presidente Lula para salvaguardar a democracia e alargar o sentido de Estado democrático de direito, fazendo-o mais plural e diverso", concluiu.
Uma trajetória de pioneirismo
Dani Balbi é a primeira mulher trans eleita para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), com 65.815 votos, e a primeira professora e doutora trans da UFRJ. Preta, comunista, doutora em Ciência da Literatura, é professora de cinema da ESPM, roteirista e dramaturga — uma trajetória que une a academia, a arte e a política na defesa da diversidade e da inclusão.
No ato pela cultura, sua fala reforçou a convicção de que educação e cultura são as armas mais poderosas contra a violência — e que a democracia brasileira precisa ser defendida com o voto.

Biografia de Dani Balbi
Dani Balbi (Danieli Christovão Balbi) é deputada estadual do Rio de Janeiro pelo PCdoB, candidata à reeleição com o número 65123. Preta, trans e periférica, é a primeira mulher trans eleita para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), com 65.815 votos, e a primeira professora e doutora trans da UFRJ. Doutora em Ciência da Literatura, é professora de cinema da ESPM, roteirista e dramaturga — uma trajetória que une a academia, a arte e a política. Nascida e criada no Engenho da Rainha, construiu toda a formação acadêmica na rede pública, da escola à universidade. Na Alerj, presidiu a Comissão de Trabalho e se consolidou como uma das vozes mais firmes da oposição à extrema-direita, defendendo a diversidade, a inclusão e os direitos da classe trabalhadora. Sua atuação no ato "Cultura com Lula", na Fundição Progresso, reforçou sua convicção de que educação e cultura são as armas mais poderosas contra a violência e a favor da democracia. Instagram: @danibalbi.
Por Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Doutor Honoris Causa em Direito e Ciências Políticas, Acadêmico da ABRASCI , Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
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