As críticas de bolsonaristas e aliados de Tarcísio à composição com Eduardo suplente

As críticas de bolsonaristas e aliados de Tarcísio à composição com Eduardo suplente

por João Pedroso de Campos

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o deputado estadual André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Foto: Reprodução)

A montagem da chapa de Tarcísio de Freitas com o deputado estadual André do Prado candidato ao Senado e Eduardo Bolsonaro como suplente, anunciada nessa terça-feira, 5, tem gerado críticas tanto de bolsonaristas quanto de aliados de Tarcísio de Freitas.

Para barrar a eleição de algum senador da chapa de Fernando Haddad, Tarcísio queria que a vaga remanescente ao Senado na sua chapa fosse ocupada por um nome mais moderado do que, propriamente, bolsonarista. O governador passou, então, a apoiar Prado, aliado de primeira hora de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. A outra vaga está reservada para Guilherme Derrite, do PP.

Jair e Eduardo Bolsonaro vinham defendendo nomes como o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, e o deputado federal Mário Frias, que acabaram preteridos na composição.

Com o ex-deputado de suplente na chapa, avalia-se no entorno de Tarcísio que o eleitor mais moderado pode evitar André do Prado se entender que votar nele seria, na prática, votar em Eduardo Bolsonaro. Aliás, já se cogita nos bastidores que, caso corra tudo bem nas urnas para Flávio Bolsonaro e Prado, o deputado estadual se tornará um óbvio ministeriável, o que abriria caminho para Eduardo no Senado.

Entre os bolsonaristas, as críticas se devem ao fato de o filho de Jair Bolsonaro figurar como suplente de um nome do Centrão e não de um representante “raiz” do grupo.

Em meio às críticas aqui e ali, fato é que a bola da elegibilidade de Eduardo Bolsonaro está com o STF, como mostrou a coluna. A ação que tem o ex-deputado como réu por obstrução de Justiça e coação no curso do processo está na reta final.

Por Jornal da República em 08/05/2026
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