Assessor Parlamentar do Psol e cabo eleitoral de Quaquá é preso em investigação sobre exploração sexual de menores

Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho era Assessor da Deputada Federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) e também atuou como professor e pesquisador. Ele foi exonerado após a prisão.

Assessor Parlamentar do Psol e cabo eleitoral de Quaquá é preso em investigação sobre exploração sexual de menores

??A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quarta-feira (28), Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, de 45 anos, assessor parlamentar da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), durante uma operação contra uma rede suspeita de exploração sexual de adolescentes. Um terceiro-sargento da Polícia Militar, Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, de 35 anos, também está entre os presos. A investigação apura a produção de vídeos de estupros coletivos e tortura, que seriam utilizados para ameaçar e chantagear uma adolescente.

A operação mobilizou cerca de 90 policiais e 30 viaturas. Ao todo, foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo e Maricá. Segundo a Polícia Civil, os integrantes do grupo investigado se apresentavam como “senhores” e tratavam as vítimas como “escravas”, em um esquema descrito pelos investigadores como escravidão sexual.

Após tomar conhecimento da operação, Talíria Petrone anunciou a exoneração de Carlos Alberto. A deputada afirmou que foi surpreendida pelas informações, manifestou solidariedade à vítima e à família e defendeu que a investigação seja conduzida com rigor, transparência e independência.

Investigação começou após prisão de assessor em Niterói

O inquérito começou em julho, após a prisão de Matheus Rodrigues Gonçalves, que trabalhava no gabinete do vereador de Niterói Professor Túlio (PSOL). Ele também foi alvo da operação desta quarta-feira, mas já estava preso, acusado de estuprar uma adolescente de 16 anos no bairro de Icaraí. O vereador declarou que exonerou Matheus em julho, assim que soube da prisão, e manifestou solidariedade às vítimas, defendendo a apuração dos fatos e a responsabilização dos culpados.

De acordo com o delegado Antônio Silvino, titular da 74ª DP (Alcântara), a investigação avançou após os pais da adolescente procurarem a delegacia e relatarem mudanças no comportamento da filha. Segundo os investigadores, os suspeitos utilizavam gravações de violência sexual e agressões para ameaçá-la com a divulgação das imagens a familiares e nas redes sociais caso ela não retornasse. Conforme o relato policial, a violência aumentava a cada retorno da adolescente.

A análise de celulares, computadores e imagens de câmeras de segurança ajudou a polícia a identificar outros suspeitos. Entre os presos está Miguel Ribeiro Magni, de 20 anos, apontado pelos investigadores como suspeito de filmar as agressões. Também foram detidos João Lucas Figueiredo Perrenoud, João Pedro Alecrim Soares, Natã Marques Pereira e Carlos Otávio de Oliveira Soares da Silva.

O delegado Antônio Silvino afirmou que a investigação pode alcançar outras pessoas. “Com certeza tem muita gente envolvida, isso é uma rede muito grande”, declarou. A Polícia Civil não descarta novas fases da operação e apura a possível participação de outros policiais militares.

Por Jornal da República em 29/10/2026
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