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Plano foi costurado com os principais credores e prevê aporte de até R$ 50 milhões para reorganizar a operação da rede
A Chilli Beans, rede brasileira de óculos e relógios, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões em passivos com instituições financeiras. O plano foi desenhado em entendimento prévio com os principais credores bancários da marca. Ele fixa novos prazos e condições para o pagamento das dívidas e prevê um aporte de até R$ 50 milhões para custear a reorganização operacional da companhia.
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Só as dívidas bancárias entram no plano
Segundo a empresa, a medida se limita estritamente às pendências bancárias. Fornecedores, funcionários e demais parceiros comerciais ficaram de fora e não serão afetados.
A recuperação judicial convencional costuma abranger a totalidade das obrigações. O mecanismo extrajudicial, por sua vez, permite isolar categorias específicas de passivos.
Credores vão coordenar e financiar o aporte
O dinheiro novo será coordenado e financiado pelos próprios credores. As instituições Itaú, Akron e Vega servem de âncoras da operação. O capital extra tem o objetivo de dar fôlego à reestruturação interna que a varejista já vinha implementando nos últimos meses.
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O que dizem a empresa e a Akron
Em nota enviada ao portal g1, o fundador e CEO da Chilli Beans, Caito Maia, apontou as dificuldades enfrentadas pelo varejo nacional. “Passamos por um momento difícil, mas saímos ainda mais fortes e conscientes do que representamos para milhares de consumidores e centenas de parceiros.”
Felipe Casotti, sócio da Akron Capital, reforçou a necessidade de realinhamento financeiro da marca. “Entendemos que a renegociação com credores permitirá à companhia readequar sua estrutura de capital à realidade atual do negócio, criando condições para que possa concentrar seus esforços na operação, fortalecer sua relação com franqueados e fornecedores e retomar uma trajetória de crescimento sustentável.”
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Como funciona a recuperação extrajudicial
Nesse modelo, a devedora acerta os termos diretamente com a maioria dos credores da classe selecionada. Depois, submete o plano à Justiça apenas para homologação. Com isso, evita os trâmites mais lentos e burocráticos de uma recuperação judicial tradicional.
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