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A República Democrática do Congo chegou a 515 casos confirmados de ebola neste domingo (7), após 27 novas amostras terem resultado positivo nas últimas 24 horas, segundo o governo congolês. Entre os casos confirmados, 91 evoluíram para óbito.
O surto foi declarado em 15 de maio em Ituri, no nordeste do país, e é causado pela cepa Bundibugyo do vírus —variante para a qual não existe vacina nem tratamento aprovado.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou na semana passada que a taxa de letalidade atual está abaixo de 25%, percentual inferior ao registrado nos 16 surtos anteriores de ebola no Congo desde 1976, em sua maioria provocados pela cepa Zaire, cuja letalidade varia entre 60% e 90%.
Em Uganda, país vizinho, há um óbito confirmado e casos ativos da doença em monitoramento.
O avanço do surto preocupa autoridades americanas. Na sexta-feira (5), Jason Asher, diretor do departamento de previsão e análise de epidemias dos CDCs (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), alertou que, sem intervenções de saúde contundentes, a epidemia “poderia atingir uma magnitude comparável” à que devastou a África Ocidental em 2014.
“Sem intervenções de saúde contundentes, as modelagens indicam que um surto dessa magnitude é possível”, disse Asher. O surto de 2014, originado na Guiné, provocou mais de 28 mil casos e mais de 11 mil mortes até 2016, sendo o mais grave da história da doença.
O governo americano está abrindo no Quênia um centro de quarentena voltado a cidadãos americanos que estejam no Congo durante o período de monitoramento sanitário.
Viajantes que tenham passado pelo Congo, por Uganda ou pelo Sudão do Sul nos últimos 21 dias serão redirecionados a aeroportos específicos nos EUA, onde passarão por controles adicionais de saúde.
O ebola é transmitido por contato próximo e por fluidos corporais de pessoas já sintomáticas. O período de incubação pode durar até 21 dias. A doença matou mais de 15 mil pessoas na África nos últimos 50 anos.
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