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Em uma declaração que chama atenção pelo ineditismo, o ex-deputado Eduardo Cunha admitiu que o processo que levou ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff teve consequências profundas no cenário político nacional, incluindo a abertura de espaço para o crescimento do bolsonarismo.
A fala foi concedida em entrevista ao jornal O Tempo, de Minas Gerais. Mesmo afastado do centro do poder, Cunha manteve o tom confiante e, em certa medida, autoproclamado, ao se posicionar como uma figura que antecipou o surgimento de lideranças da direita que hoje dominam parte do debate político no país.
Segundo ele, a destituição de Dilma não apenas encerrou um ciclo político, mas também desencadeou mudanças estruturais que impactaram diretamente o equilíbrio democrático construído após a redemocratização. A chamada Nova República, período marcado por relativa estabilidade institucional desde o fim do regime militar, teria sido profundamente abalada.
Analistas apontam que o impeachment funcionou como um divisor de águas, contribuindo para o aumento da polarização política. O ambiente que se seguiu foi marcado por tensões crescentes, fortalecimento de discursos mais radicais e amplificação de conflitos ideológicos tanto nas ruas quanto nas redes sociais.
A avaliação de Cunha reforça uma leitura já presente em setores da política e da academia: a de que a ruptura institucional de 2016 não apenas redefiniu o jogo de poder em Brasília, mas também alterou de forma duradoura o comportamento político da sociedade brasileira.
Embora controversa, a declaração do ex-deputado reacende o debate sobre os desdobramentos do impeachment e seus efeitos na democracia brasileira, especialmente no que diz respeito à ascensão de movimentos mais extremos e à fragilização do diálogo político.
Fonte: Instagram
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