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O Fórum Empresarial de Debates - Rio do Futuro, realizado na sede do SESCON-RJ (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro), é a entidade sindical que representa empresas contábeis e de serviços técnicos em 73 municípios do estado do Rio de Janeiro. Consolidou-se como marco importante para o reposicionamento estratégico do setor produtivo fluminense.
Organizado por Leonardo Rebulla, CEO do Rio Business Show e editor da revista "Se Liga Empresário", o evento reuniu empresários, empreendedores e representantes do poder público em discussão focada nos próximos ciclos de desenvolvimento econômico do estado.
Planejamento estratégico como imperativo para empreendedores
Leonardo Rebulla definiu com clareza o propósito central do fórum: oferecer aos empresários e empreendedores presentes subsídios para planejamento estratégico dos próximos cinco anos.
A lógica é pragmática: executivos e proprietários de negócios precisam antecipar cenários políticos e regulatórios para tomar decisões informadas sobre investimentos, expansão e alocação de recursos.
"O principal motivo das pessoas estarem vindo aqui é porque são empresários e empreendedores, e normalmente a gente precisa se planejar.
Então hoje nós temos aqui pessoas que trabalharam no poder público, pessoas que estão aí pretendendo alguma coisa", explicou Rebulla ao Jornal da República, enfatizando que a presença de gestores com experiência simultânea em administração pública e negócios privados oferecia oportunidade única de compreender dinâmicas que afetam decisões empresariais.
Eixos temáticos estruturam debate multidisciplinar.
O fórum abordou três pilares fundamentais para o desenvolvimento econômico fluminense: segurança pública, desenvolvimento econômico e sustentabilidade.
Esta tríade reflete compreensão de que crescimento econômico não pode ser dissociado de estabilidade institucional, ambiente de negócios previsível e compromisso com responsabilidade ambiental.
A escolha dos temas não é arbitrária. Segurança pública permanece como fator crítico de competitividade estadual; empresas evitam investir em regiões onde roubo de cargas, sequestro de executivos e extorsão constituem riscos sistêmicos.
Desenvolvimento econômico toca diretamente rentabilidade e crescimento. Sustentabilidade representa tanto imperativo regulatório quanto demanda de consumidores e investidores institucionais que condicionam aporte de capital a critérios ESG.
Timing político: preparação para eleições 2026
Rebulla foi explícito sobre o contexto eleitoral que orientava o debate: "As eleições estão aí, estão próximas das eleições, então tem que estar preparado para os próximos 4 anos".
Esta observação marca inflexão importante na cobertura de assuntos econômicos, longe de neutra, reconhece que decisões de agentes econômicos não ocorrem em vácuo político, mas são antecipadas e informadas por calendários eleitorais.
A relevância desta menção está em que empresários precisam compreender quais candidatos, coligações e plataformas político-eleitorais se alinham com suas prioridades regulatórias.
Legislação tributária, leis trabalhistas, políticas ambientais, concessões e parcerias público-privadas: toda esta arquitetura regulatória muda conforme a composição do legislativo e executivo.
O fórum oferecia oportunidade de esclarecer posições de potenciais tomadores de decisão.
Contabilidade como transversal obrigatória
Rebulla destacou a importância da participação do Mauro Benemuto, vice-presidente do Sescon (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), e do próprio Ciscon como anfitriões do evento.
A justificativa é precisa: "Tudo passa pela contabilidade".
Esta afirmação reflete realidade técnica fundamental: contadores não são apenas registradores de operações passadas, mas consultores estratégicos que auxiliam empresários a navegar em ambiente fiscal complexo, estruturar operações de forma eficiente tributariamente, identificar riscos de compliance e comunicar ao poder público necessidades do setor.
Sua presença no fórum garantia que discussões sobre política pública incorporassem viabilidade fiscal concreta.
"Rio do Futuro": escolha, não determinismo
Um dos momentos mais reveladores da entrevista foi quando Rebulla distinguiu propositalmente entre "futuro do Rio" e "Rio do Futuro". A diferença é semântica, mas ideologicamente significativa: futuro do Rio "vai chegar", é determinístico; mas "Rio do Futuro nós vamos escolher, nós vamos debater aqui hoje".
Esta formulação rejeita narrativas de inevitabilidade ou fatalismo sobre o destino do estado. Sinaliza que presentes na sala possuem agência coletiva para moldar trajetória institucional, regulatória e econômica fluminense.
Não é retórica vazia; reflete compreensão de que decisões de investimento, demandas regulatórias coletivas e pressão sobre agentes públicos exercem influência material sobre a arquitetura econômica estadual.
Revista "Se Liga Empresário" como plataforma ecosistêmica.
A cobertura do Jornal da República ao evento também sublinhou o papel da revista "Se Liga Empresário" como veículo de conexão entre setor privado e poder público.
Ao criar espaço para narrativas empresariais e debates sobre política pública, a publicação contribui para a construção de linguagem comum entre atores economicamente relevantes e tomadores de decisão governamental.
Leonardo Rebulla articula múltiplas funções: editor, organizador de eventos, facilitador de networking, comunicador, que convergem para fortalecer o ecossistema de diálogo entre empresa e estado.

Por Ralph Lichotti e Robson Talber @robsontalber
Repórter Oscar Muller @oscarmulleroficial
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