Marinha do Brasil incorpora drones kamikaze, ativa esquadrão especializado e reforça arsenal com novo míssil antinavio nacional e blindados

Marinha do Brasil incorpora drones kamikaze, ativa esquadrão especializado e apresenta míssil antinavio nacional e blindados. (Imagem: Divulgação/Agência Marinha de Notícias)

Marinha do Brasil incorpora drones kamikaze, ativa esquadrão especializado e reforça arsenal com novo míssil antinavio nacional e blindados

A incorporação de drones kamikaze, a criação de um esquadrão especializado e a apresentação de novos sistemas, como míssil antinavio nacional e blindados anfíbios, indicam uma etapa de transformação tecnológica na Marinha do Brasil e sinalizam mudanças estratégicas na defesa marítima.

As guerras do século XXI estão sendo profundamente transformadas por tecnologias que, até poucos anos atrás, pareciam restritas a laboratórios militares ou a cenários futuristas.

Entre essas mudanças, os drones armados ganharam protagonismo em diversos conflitos recentes, tornando-se uma ferramenta estratégica capaz de combinar vigilância, inteligência e poder de ataque em operações militares modernas.

No Brasil, essa transformação tecnológica também começa a ganhar espaço dentro das forças armadas.

Segundo informações divulgadas pelo UOL, os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil apresentaram no Rio de Janeiro uma série de novos equipamentos tecnológicos, incluindo drones utilizados para reconhecimento, monitoramento e ataques táticos.

Entre as novidades estão modelos conhecidos popularmente como drones “kamikaze”, sistemas que se tornaram amplamente conhecidos após seu uso em conflitos internacionais recentes.

Marinha ativa esquadrão de drones de ataque e reconhecimento

Durante a apresentação, a Marinha anunciou a criação do Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque, uma nova unidade dedicada ao uso de aeronaves não tripuladas em operações militares.

Para estruturar essa capacidade, a corporação adquiriu diferentes modelos de drones com funções variadas.

Alguns equipamentos foram projetados para vigilância e reconhecimento, enquanto outros possuem capacidade ofensiva.

A criação dessa unidade marca um passo importante na modernização das capacidades operacionais dos Fuzileiros Navais.

De acordo com a Marinha, os drones permitem ampliar a capacidade de monitoramento em tempo real e reduzir riscos para tropas em operações de campo.

Drones kamikaze entram no arsenal

Entre os equipamentos apresentados está um drone de asa fixa capaz de realizar ataques diretos contra alvos, popularmente chamado de drone kamikaze.

Esse tipo de sistema funciona como uma munição guiada.

Após ser lançado, o drone segue até o alvo e se destrói no impacto, carregando explosivos capazes de neutralizar equipamentos ou estruturas inimigas.

Modelos semelhantes foram amplamente utilizados em conflitos recentes no Oriente Médio e no Leste Europeu.

A incorporação dessa tecnologia demonstra como as forças armadas ao redor do mundo vêm adaptando suas estratégias para acompanhar as transformações do campo de batalha moderno.

Drones também serão usados para monitoramento e resgate

Além dos modelos de ataque, os Fuzileiros Navais também receberam drones destinados a missões de vigilância.

Entre eles está um drone de quatro hélices equipado com sensores eletro-ópticos, infravermelhos e câmeras termais.

Esses equipamentos permitem realizar monitoramento de áreas extensas e identificar alvos mesmo em condições de baixa visibilidade.

A tecnologia também pode ser utilizada em missões de busca e salvamento ou em operações de apoio em desastres naturais.

Dependendo da configuração, alguns desses drones também podem transportar pequenos projéteis para atacar alvos de menor porte.

Escola de drones será criada para treinar militares

A expansão do uso dessas tecnologias também exigirá a formação de novos operadores especializados.

Segundo o comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante Carlos Chagas, a Marinha pretende inaugurar ainda neste mês de março um curso dedicado ao treinamento de militares na operação de drones.

A formação será realizada no Rio de Janeiro.

O objetivo é ampliar a capacidade técnica das tropas e preparar operadores para utilizar os novos sistemas em diferentes tipos de missão.

Esse movimento acompanha uma tendência observada em diversas forças armadas ao redor do mundo, que vêm investindo na formação de especialistas em sistemas não tripulados.

Novos mísseis também foram apresentados

Além dos drones, a Marinha apresentou novos armamentos incorporados ao arsenal.

Um dos destaques foi o Míssil Antinavio Nacional de Superfície, um projeto desenvolvido no Brasil.

Segundo a Marinha, o sistema é capaz de atingir alvos a até 70 quilômetros de distância, alcançando velocidades próximas de 1.000 km/h.

O míssil realiza voo rasante próximo à superfície do mar, uma característica que dificulta sua detecção por radares inimigos.

Esse tipo de armamento é considerado estratégico para a defesa de áreas marítimas e para a proteção da chamada Amazônia Azul.

Outro equipamento apresentado foi um míssil de menor alcance, projetado para atingir alvos a até 3 quilômetros de distância.

Esse sistema utiliza guiagem a laser, permitindo grande precisão no ataque.

Segundo a Marinha, o armamento pode atingir embarcações, veículos e até helicópteros em voo baixo.

O míssil também possui capacidade de perfuração de até 80 centímetros de blindagem, o que amplia seu uso em diferentes cenários operacionais.

Veículos blindados anfíbios reforçam mobilidade

Durante o evento, os Fuzileiros Navais também exibiram novos veículos blindados destinados a operações de desembarque.

Esses equipamentos foram projetados e produzidos no Brasil e são voltados para operações em áreas costeiras.

Os veículos podem atingir velocidades de até 74 km/h na água.

Cada unidade tem capacidade para transportar 13 militares totalmente equipados.

Além disso, os veículos são equipados com metralhadoras, radares e sensores térmicos, ampliando a capacidade de vigilância e proteção das tropas durante operações anfíbias.

Esse tipo de equipamento é considerado fundamental para missões de projeção de força em regiões litorâneas ou ribeirinhas.

Por Jornal da República em 12/03/2026
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