Metro quadrado no Porto Maravilha teve valorização superior a 60% em cinco anos

Metro quadrado no Porto Maravilha teve valorização superior a 60% em cinco anos

A valorização do metro quadrado não deixa dúvidas sobre o sucesso do Porto Maravilha. “Em 2021, o metro quadrado na região ficava em torno de R$ 5,5 mil, contra os R$ 9 mil de hoje”, afirmou o vice-presidente de Fundos de Investimento da Caixa, Sérgio Bini. Ele foi entrevistado pelo presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil (Sinduscon-Rio), Cláudio Hermolin, no primeiro episódio do videocast Sinduscast Rio, que vai ao ar na segunda-feira (08/3), nas principais plataformas de áudio.

 

“Fenômeno semelhante se deu no Centro do Rio. Lá, o metro quadrado era cotado a R$ 7,5 mil há cinco anos e, agora, depois do Reviver Centro, fica na faixa entre R$ 10 mil e R$ 10,5 mil”, disse Hermolin. O mesmo aumento no valor do metro quadrado é esperado para São Cristóvão, para onde o Porto Maravilha está se expandindo. Em 2021, o metro quadrado no bairro ficava em cerca de R$ 6 mil, em comparação aos R$ 8 mil a R$ 8,5 mil atuais.

 

Em outras palavras, quem investiu no Porto Maravilha ou na área do Reviver Centro no começo dos projetos de recuperação urbanística teve ganho real, com o investimento registrando valorização acima da inflação no período. E quem comprou imóvel para morar nas regiões, pagou mais barato.

 

“Mas quem perdeu esse bonde agora pode pegar o VLT para São Cristóvão”, brincou Bini, fazendo referência à intenção da Prefeitura do Rio de estender a linha do modal do Aeroporto Santos Dumont para dentro do bairro.

 

Um projeto bastante ambicioso com apoio da Caixa, a revitalização de São Cristóvão prevê 100 mil novas unidades residenciais e 250 mil moradores até 2064. O primeiro passo já foi dado, com o lançamento das primeiras 3,5 mil unidades.

 

“No Porto Maravilha foram lançadas mais de 15 mil unidades, sendo que 90% delas já estão vendidas”, destacou Bini. Na região do Centro do Rio abarcada pelo Reviver Centro, esse número chega a 3,3 mil unidades, segundo Hermolin.

 

“O vetor do crescimento imobiliário na cidade mudou. Hoje, a região que tem mais lançamentos no Rio é o Porto Maravilha. E, em pouco tempo, vamos ver o Porto e São Cristóvão brigando por esse pódio”, resumiu o presidente do Sinduscon-Rio. “Uma briga boa, que retroalimenta um ciclo virtuoso”, completou o vice-presidente da Caixa.

 

*Tudo num só endereço*

 

Você pensa em morar no Porto Maravilha? Clica em www.vemparaoporto.com.br. Quer vender um terreno em São Cristóvão? Clica lá também. Quer montar uma creche? Ou saber os empreendimentos que já foram lançados nas duas regiões? Esse é o endereço. Lançado pela Caixa, o site reúne todas as informações sobre o Porto Maravilha e o bairro de São Cristóvão.

 

“O site inclui, ainda, simulações de financiamentos, no caso de compradores finais. Ou da quantidade de Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) necessárias para construir, no caso dos incorporadores”, explicou o vice-presidente da Caixa.

 

Para quem ainda duvida que o Porto Maravilha deixou de ser um sonho e se tornou realidade, ele conta sobre uma das últimas reuniões do Comitê de Investimentos da Caixa. Na ocasião, os executivos do banco analisaram o empreendimento de uma incorporadora que até então não havia construído no Porto, de um supermercado para a área, e de outro empreendimento a ser erguido em São Cristóvão. “Não estamos vendendo Cepacs, é oportunidade real”, disse.

 

Até agora, já foram entregues 3 mil unidades residenciais no Porto Maravilha. “E outras 1,7 mil serão entregues este ano”, afirmou Bini. “É um sucesso incontestável. Lembro de visitar o estande de uma incorporadora em 2024, uma semana antes do Carnaval no Rio, e ficar perplexo com a quantidade de gente lá dentro buscando informações sobre os imóveis”, contou.

 

Segundo Bini, o Porto Maravilha é, hoje, referência para o mundo inteiro. “É a revitalização de uma área dez vezes maior que Puerto Madero, em Buenos Aires, na Argentina”, comparou. “Uma área com infraestrutura já instalada, onde as pessoas podem morar mais perto do trabalho e se valer do transporte público, usando menos o carro, o que significa não só qualidade de vida como também sustentabilidade”, acrescentou Hermolin.

 

Mas os novos moradores dessa região vão experimentar não só o fácil acesso aos modais de transporte (VLT, metrô, trem e a proximidade com o Terminal Gentileza), como também de lazer. “São diversos equipamentos culturais: Roda Gigante, AquaRio, Cais do Valongo, Quinta da BoaVista... Quem está chegando para viver no Porto vai experimentar não só uma revitalização imobiliária, mas toda uma nova qualidade de vida”, afirmou o presidente do Sinduscon.

Por Jornal da República em 09/03/2026
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