Ozivy, primeira semaglutida produzida no Brasil, chega às farmácias e amplia concorrência no mercado de tratamentos para diabetes

Ozivy, primeira semaglutida produzida no Brasil, chega às farmácias e amplia concorrência no mercado de tratamentos para diabetes

A partir desta semana, os consumidores brasileiros passam a contar com uma nova opção para o tratamento do diabetes tipo 2. O Ozivy, medicamento desenvolvido pela farmacêutica brasileira EMS, começou a ser distribuído nas farmácias do país e marca a entrada da primeira caneta de semaglutida produzida nacionalmente no mercado brasileiro.

O lançamento ocorre em um momento de grande expansão da demanda por medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, utilizados principalmente no controle da glicemia em pacientes com diabetes tipo 2 e que ganharam notoriedade mundial por seus efeitos sobre a redução do peso corporal.

O novo medicamento chega ao mercado após o encerramento da exclusividade patentária que permitiu o avanço de versões nacionais da substância. Segundo informações divulgadas pela fabricante, o Ozivy foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 que apresentam controle glicêmico insuficiente.

Diferentemente do Ozempic, produzido pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, o produto brasileiro utiliza um processo de síntese química para obtenção da semaglutida. Apesar da diferença tecnológica na fabricação, o objetivo terapêutico permanece semelhante: auxiliar no controle dos níveis de açúcar no sangue por meio de aplicações semanais.

A EMS informou que o medicamento será disponibilizado inicialmente em larga escala nas principais redes farmacêuticas do país. A expectativa da empresa é ampliar o acesso ao tratamento por meio de preços mais competitivos em relação às opções já existentes no mercado.

O valor anunciado para o tratamento parte de aproximadamente R$ 452 por unidade em programas específicos de adesão. Para pacientes que ingressarem em programas promocionais oferecidos pela fabricante, o custo pode ser reduzido nos primeiros meses de tratamento. Após esse período inicial, os preços passam por reajustes previstos nas condições comerciais divulgadas pela empresa.

Especialistas avaliam que a chegada de um concorrente nacional pode aumentar a competitividade do setor e contribuir para uma redução gradual dos custos dos tratamentos à base de semaglutida. O mercado brasileiro tem registrado crescimento acelerado na procura por medicamentos dessa categoria, tanto para o controle do diabetes quanto para o manejo da obesidade, embora as indicações aprovadas variem de acordo com cada produto.

A introdução do Ozivy também representa um marco para a indústria farmacêutica nacional, ao demonstrar a capacidade de desenvolvimento e produção local de medicamentos de alta complexidade tecnológica. O lançamento ocorre em meio à expectativa de que outras empresas brasileiras ampliem investimentos em tratamentos relacionados ao metabolismo e ao controle glicêmico.

A chegada da nova opção terapêutica é vista por médicos e analistas do setor como um passo importante para aumentar a oferta de medicamentos e reduzir a dependência de produtos importados, especialmente em um cenário de crescente demanda por tratamentos modernos para doenças crônicas.

Fonte: Veja Saúde.

Por Jornal da República em 16/06/2026
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