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A Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, enfrentou nesta quarta-feira (11) uma das audiências mais tensas do Comitê Judiciário da Câmara desde sua nomeação. Parlamentares da oposição acusaram a chefe do Departamento de Justiça (DoJ) de promover um encobrimento deliberado de arquivos relacionados ao financista Jeffrey Epstein, além de instrumentalizar a máquina pública para perseguir adversários do presidente Donald Trump.
O impasse dos 6 milhões de páginas
O cerne do embate reside na aplicação da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein (EFTA), sancionada em novembro. Segundo o deputado Jamie Raskin, o DoJ entregou apenas metade das 6 milhões de páginas, fotos e vídeos exigidos pela intimação do Congresso. A acusação principal é que a gestão de Bondi estaria aplicando tarjas (redações) em nomes de figuras públicas e supostos “facilitadores” do esquema de tráfico sexual, o que é expressamente proibido pela nova legislação.
Bondi defendeu-se alegando que o volume de material processado é inédito e que o esforço se concentra em proteger a identidade de mais de mil vítimas. No entanto, o clima escalou quando vídeos de Trump ao lado de Epstein foram exibidos, levando a trocas de acusações de falso testemunho e “síndrome de transtorno de Trump”.
Instrumento de retaliação política
Para além do caso Epstein, a audiência expôs a profunda fratura no sistema de justiça americano. Democratas listaram investigações abertas contra figuras como James Comey (ex-diretor do FBI) e Letitia James (Procuradora-Geral de NY) como evidências de que o DoJ foi transformado em um “instrumento de vingança”.
MUNDO
Análise & Contexto
A audiência de Pam Bondi acirra a polarização política nos EUA e coloca em xeque a credibilidade do Departamento de Justiça. O atraso na liberação dos arquivos de Epstein alimenta teorias de conspiração e aumenta a pressão por transparência total sobre a rede de apoio do financista.
A defesa de Bondi, que em certos momentos desviou o foco para indicadores econômicos como o índice Dow Jones, não arrefeceu as críticas de parlamentares como Jerry Nadler e Ted Lieu. A crise ocorre em um momento de desconfiança pública crônica sobre as circunstâncias da morte de Epstein em 2019 e a rede de influência que o protegia.
Takeaways:
Fatos-chave:
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