Pedido de investigação sobre suposta rachadinha coloca Mario Frias no centro de nova polêmica

Pedido de investigação sobre suposta rachadinha coloca Mario Frias no centro de nova polêmica

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu um pedido formal para investigar uma suposta prática de rachadinha no gabinete do deputado federal Mario Frias. A solicitação foi encaminhada após denúncias envolvendo a possível devolução irregular de parte dos salários de assessores parlamentares, esquema que já foi alvo de investigações em diferentes casas legislativas do país.

Segundo as informações apresentadas no pedido enviado à PGR, ex-assessores teriam relatado movimentações consideradas suspeitas e possíveis repasses financeiros ligados ao funcionamento do gabinete do parlamentar. O documento pede que o Ministério Público Federal aprofunde as apurações, analisando movimentações bancárias, vínculos empregatícios e a eventual participação de servidores ligados ao deputado.

O caso surge em meio ao aumento da pressão sobre investigações envolvendo parlamentares e o uso de verbas públicas. A denúncia solicita ainda que sejam verificadas possíveis irregularidades na contratação de assessores e na utilização de recursos destinados à atividade parlamentar.

Até o momento, Mario Frias não foi condenado ou formalmente denunciado pela PGR no caso. O parlamentar nega irregularidades e afirma que sua atuação sempre ocorreu dentro da legalidade. Aliados do deputado classificam a movimentação como tentativa de desgaste político.

A prática conhecida como rachadinha consiste na devolução de parte do salário de assessores ao político ou a pessoas ligadas a ele. O mecanismo é considerado ilegal e pode configurar crimes como peculato, corrupção passiva e organização criminosa, dependendo da estrutura identificada pelas investigações.

Nos bastidores políticos, a notícia gerou repercussão entre parlamentares da oposição e da base conservadora, principalmente por envolver um nome ligado ao bolsonarismo. A eventual abertura de investigação formal poderá levar à coleta de depoimentos, quebra de sigilos e análise de documentos financeiros.

Fonte: Brasil 247

Por Jornal da República em 26/05/2026
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