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PAES ROMPE AS CADEIAS DO IMPOSSÍVEL E ASCENDE AO OLIMPO POLÍTICO FLUMINENSE

Por Ralph Lichotti (Correspondente Político)
Permiti-me, caros leitores, que vos narre um fenômeno político que transcende os meros números estatísticos e adentra o reino da transformação social. Eduardo Paes, prefeito da cidade maravilhosa, acaba de protagonizar um feito que os antigos chamariam de "res ipsa loquitur" - a coisa fala por si mesma.
Os Números que Falam por Si
| Candidato | Partido | Intenção de Voto (%) | Variação |
|---|---|---|---|
| Eduardo Paes | PSD | 43,0% | +6,0 pp |
| Rodrigo Pimentel | Sem partido | 9,1% | +2,1 pp |
| Outros candidatos | Diversos | 12,4% | - |
| Brancos/Nulos | - | 18,2% | - |
| Não sabem/Indecisos | - | 17,3% | - |
O Contexto Temporal da Pesquisa
Importante ressaltar, caros leitores, que esta pesquisa da Prefab Future foi realizada entre os dias 9 e 13 de fevereiro, antes do fenômeno político que abalaria ainda mais as estruturas do poder fluminense. Como dizia o sábio: "Post hoc, ergo propter hoc" - depois disso, logo por causa disso.
Pois bem, após a divulgação destes números já expressivos, veio à tona a declaração bombástica da família Washington Reis, anunciando não apenas o apoio à candidatura de Eduardo Paes, mas também a indicação para a vice-governança. "Tempus fugit, sed veritas manet" - o tempo voa, mas a verdade permanece.
A Aliança que Redefiniu o mapa do Estado
Como eu costumava dizer nos embates parlamentares: "As alianças políticas são como os rios - encontram sempre o caminho para o mar". E a aliança Paes-Washington Reis representa exatamente isso: a confluência de duas forças políticas que, juntas, podem irrigar todo o território fluminense.
Washington Reis, com sua penetração no interior - região onde Paes tradicionalmente encontrava resistências - traz consigo o que os antigos romanos chamavam de "auctoritas": a autoridade moral e política construída ao longo de décadas. "Divide et impera" era a máxima dos césares, mas aqui vemos o contrário: "Unite et vinces" - una e vencerás.
O Interior como Novo Eldorado Eleitoral
"Audentes fortuna iuvat" - a fortuna ajuda os audazes. E Paes demonstra audácia ao buscar terrenos antes inexplorados. O interior fluminense, com seus 92 municípios, representa mais de 60% do eleitorado estadual. Era ali que residia o calcanhar de Aquiles da candidatura de Paes.
Como bem observou certo analista: "Paes não costuma ir ao interior". Mas com Washington Reis como vice, essa limitação geográfica se transforma em oportunidade estratégica. "Necessitas non habet legem" - a necessidade não tem lei. E a necessidade política criou esta aliança providencial.
As Lições do Passado
Não podemos esquecer, como sussurrou melancólico nosso interlocutor, que "não foi na última eleição que perdeu". "Historia magistra vitae" - a história é mestra da vida. E as derrotas do passado, quando bem compreendidas, tornam-se sementes de futuras vitórias.
O suspiro que acompanhou essa reflexão carrega o peso de quem compreende que a política é feita de ciclos, de marés que sobem e descem. "Sic transit gloria mundi" - assim passa a glória do mundo. Mas também assim nasce nova glória.
A Matemática Implacável da Nova Realidade
Com os números já expressivos antes da aliança Washington Reis, podemos apenas imaginar o impacto que esta parceria causará nas próximas pesquisas. Se Paes já possuía 43% sem penetrar efetivamente no interior, que percentual alcançará quando essa barreira for definitivamente rompida?
"Quo vadis?" - para onde vais?, perguntavam os antigos. E a resposta parece clara: rumo ao Palácio Guanabara.
O Mapa da Segurança Pública
A questão da segurança permanece como eixo central, especialmente quando observamos que a desaprovação do governo estadual saltou para 38,9%. "Silent leges inter arma" - as leis se calam entre as armas. E quando as leis se calam, o povo clama por mudanças.
Testemunhamos assim, caros leitores, um momento de inflexão na política fluminense. Os números de fevereiro eram apenas o prenúncio do terremoto político que viria com a aliança Paes-Washington Reis.
Como eu sempre afirmei: "A política é a arte do possível". E Eduardo Paes está transformando o impossível em inevitável, município por município, voto por voto, aliança por aliança.
"Finis coronat opus" - o fim coroa a obra. E esta obra política está apenas começando a ser escrita.
Pesquisa Prefab Future (RJ-00437/2026), realizada entre 9 e 13 de fevereiro de 2026, com 2.000 eleitores, margem de erro de 2,19 pp, antes da declaração de apoio da família Washington Reis.
PARA FECHAR O CAIXÃO: Paes confirma apoio de Lula à aliança com família Reis no Rio, Lula quer MDB em sua Vice também
"A política é a arte do possível", já dizia o chanceler Otto von Bismarck, máxima que encontra perfeita aplicação no cenário político fluminense, onde assistimos a uma aliança que, à primeira vista, poderia parecer contraditória aos olhos menos avisados.
O prefeito Eduardo Paes (PSD), em declaração que ecoa pelos corredores do poder como pedra lançada em águas paradas, confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi devidamente comunicado e "apoiou integralmente" a aliança com a família Reis para a disputa pelo governo do Rio de Janeiro.
O Paradoxo da Política Moderna
Jane Reis, escolhida como vice na chapa de Paes, carrega consigo não apenas suas próprias credenciais, mas também os vínculos familiares com Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias e notório aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eis aqui um verdadeiro "casus belli" da política contemporânea: como conciliar águas que, por natureza, não se misturam?
"Dura lex, sed lex" - a lei é dura, mas é a lei. E a lei da política, como bem observou Maquiavel, nem sempre segue os caminhos da lógica aristotélica. Paes, político experiente que é, tratou de estabelecer as fronteiras desta aliança com a precisão de um cartógrafo: "O que nos une aqui é o Rio de Janeiro. Se eventualmente houver opinião diferente sobre presidente da República, isso é para outro dia".
A Benção Presidencial
O encontro dominical entre Paes e Lula, na inauguração do hospital em Jacarepaguá, tornou-se o cenário de uma comunicação que, segundo o prefeito, resultou no aval presidencial. "Audiatur et altera pars" - que se ouça também a outra parte. E a outra parte, no caso, foi o próprio presidente da República, que, segundo Paes, "apoiou integralmente essa aliança".
O MDB e a Arte da Flexibilidade
Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, em defesa que soa como música aos ouvidos dos pragmáticos, classificou o partido como "verdadeiramente democrático", ressaltando que "a união promovida tem muito valor para nós".
"Divide et impera" - dividir para reinar. Mas aqui, a estratégia parece ser justamente o oposto: unir para governar, ainda que sob o manto de diferenças ideológicas que, em outros tempos, seriam consideradas irreconciliáveis.
Jurisprudência Política
A história política brasileira está repleta de alianças que desafiaram a lógica partidária tradicional. Recordemos o caso paradigmático da eleição de 2002, quando o PT de Lula se aliou ao PL de José Alencar, empresário mineiro de perfil conservador, formando uma chapa que levou o petista ao Planalto.
O Supremo Tribunal Federal, em diversos julgados, tem reconhecido a autonomia dos diretórios estaduais e municipais para formar alianças, desde que respeitados os estatutos partidários e a legislação eleitoral vigente.
O Pragmatismo Como Doutrina
"Res ipsa loquitur" - a coisa fala por si. E o que fala aqui é o pragmatismo político em sua forma mais pura. Paes, conhecedor profundo dos meandros da política carioca, sabe que governar o Rio de Janeiro exige mais do que pureza ideológica; exige capacidade de articulação e construção de consensos.
Como bem ensina o brocardo jurídico "necessitas non habet legem" - a necessidade não tem lei. E a necessidade de governar um estado em crise como o Rio de Janeiro pode, sim, justificar alianças que transcendem as fronteiras partidárias tradicionais.
A política, como a justiça, tem seus próprios caminhos. E estes caminhos, por vezes tortuosos, levam a destinos que a razão pura jamais anteciparia. Resta-nos observar se esta aliança, nascida sob a benção presidencial e o pragmatismo local, será capaz de produzir os frutos esperados pelo povo fluminense.
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