Sem o Republicanos, palanque de Flávio Bolsonaro fica mais curto

São Paulo e Rio de Janeiro são os maiores currais eleitorais do país. E é justamente lá que Flávio Bolsonaro pode perder um aliado importante.

 Sem o Republicanos, palanque de Flávio Bolsonaro fica mais curto

 

O Republicanos, partido comandado por Marcos Pereira, caminha para declarar neutralidade na disputa presidencial. Segundo o jornal Valor Econômico, as negociações por um apoio formal ao senador esfriaram nas últimas semanas.

Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas — filiado ao Republicanos — segue apoiando Flávio publicamente. Mas sua equipe já avisou: quer controlar a frequência das aparições conjuntas, para não misturar a campanha nacional com o projeto de reeleição de Tarcísio ao governo estadual.

No Rio, o cenário é ainda mais indefinido. O Republicanos negocia uma coligação com o PL, mas a vaga ao Senado hoje ocupada por Márcio Canella (União Brasil) está em xeque — a Polícia Federal encontrou um fuzil no carro dele. Uma ideia em discussão é colocar o deputado Marcelo Crivella no lugar, mas ainda sem acordo fechado.

Some a isso outros desgastes recentes da pré-campanha — o caso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o atrito público com Michelle Bolsonaro e a postura do senador diante do tarifaço — e o quadro fica mais claro: pesquisas apontam Lula com 12 pontos de vantagem no primeiro turno e rejeição de 57% a Flávio. O Republicanos só deve bater o martelo na convenção do dia 25 de julho.

Fonte: Brasil 247

Por Jornal da República em 19/07/2026
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