Susana Cardoso celebra balanço do Miss Brasil Beleza Internacional e anuncia prêmio em Boston

Diretora nacional há 27 anos faz balanço da final de 29 de setembro no Teatro Claro Mais, confirma embarque da campeã Nicolle Steinhauser ao Japão em 9 de novembro e revela reconhecimento internacional pela repercussão do concurso

A diretora nacional do Miss Brasil Beleza Internacional, Susana Cardoso, foi uma das convidadas do encontro do G10 Empresas e Valores e Negócios no Museu Naval, no centro do Rio. Questionada sobre o balanço da final realizada em 29 de setembro, ela foi direta.

"O evento atingiu nossas expectativas. Foi um ano de trabalho, mas eu acho que nós cumprimos com louvor toda a nossa proposta de evento este ano."

A conta que fecha

O número de candidatas foi um dos pontos altos. 18 representantes de estados brasileiros e do Distrito Federal subiram ao palco do Teatro Claro Mais, em Copacabana, sob o tema "Cores — As Memórias de um Brasil".

"Graças a Deus nós tivemos muitos amigos, muitos apoiadores, pessoas que realmente acreditam no projeto e que disseram sim ao projeto. E por isso nós conseguimos viabilizar esse evento com boas memórias. As meninas estão muito felizes, todas elas que participaram."

A frase revela o modelo de financiamento que sustenta o concurso há quase três décadas: patrocínio privado, apoio de empresários e uma rede de relacionamento construída ano a ano — não verba pública.

A campeã e a viagem

A vencedora foi a catarinense Nicolle Steinhauser Müller, de 23 anos, natural de Blumenau. Modelo, ela já trabalhou em fábricas de roupas antes de chegar à passarela nacional e recebeu a faixa das mãos da gaúcha Loraine Lumatelli, detentora do título anterior.

Etapa Data e local
Final nacional 29 de setembro de 2026 — Teatro Claro Mais, Copacabana
Retorno da campeã 5 de novembro — recepção no estado de origem
Embarque ao Japão 9 de novembro
Miss International 2026 25 de novembro — Tokyo Dome City Hall, Tóquio

"Ela já está embarcando agora, dia 9, para o Japão, para a competição internacional. Nossa miss já chega de Santa Catarina agora no dia 5, vai ser recebida novamente pelo governador do estado, pelo cônsul do Japão, antes de embarcar."

A máquina que não para

Um detalhe da fala de Susana explica a longevidade do projeto. O concurso não tem entressafra.

"Estamos nos preparativos para o Miss 2027, porque o concurso é igual carnaval: termina um e começa outro. E nós já estamos começando com tema já escolhido."

A comparação com o carnaval não é força de expressão. Concursos de beleza operam como escolas de samba: a estrutura de produção, figurino, ensaio, patrocínio e calendário precisa estar pronta meses antes do desfile. Quem começa em janeiro já está atrasado.

O prêmio em Boston

O trecho mais inesperado da entrevista veio no fim. A repercussão do concurso atravessou a fronteira.

"Esse concurso teve tanta repercussão internacional que nós tivemos inclusive uma TV dos Estados Unidos cobrindo o evento. E eu fui convidada para receber um prêmio em Boston.

Estou indo para Boston agora em dezembro para receber esse prêmio por conta do sucesso do concurso."

A conexão tem lastro. A Brazilian Times TV (BTTV), emissora voltada à comunidade brasileira nos Estados Unidos, exibiu o concurso em 7 de outubro, com reprises diárias ao longo da semana, incluindo bastidores inéditos e registros da Sociedade Carnavalesca de Boston.

A exibição funcionou como vitrine para o público brasileiro no exterior — e como credencial para o reconhecimento.

Susana fez questão de dividir o mérito. "Graças a Deus eu sozinha não sou ninguém. Todo mundo colaborou para que isso acontecesse. Eu só estou à frente do concurso, mas não faço nada sozinha. Então esse prêmio é de todos nós."

O que mudou no concurso

A proposta de 2026 não foi apenas estética. Com direção artística de Dharck Tavares, a passarela virou espetáculo cênico, unindo beleza, música, dança, teatro e moda em três momentos. A ideia era afastar o formato do desfile tradicional e aproximá-lo de uma montagem teatral.

A própria diretora já havia sintetizado essa virada em entrevista anterior ao Jornal da República: "ser bonita é condição básica, mas não basta". O critério de avaliação passou a pesar oratória, cultura, empatia e projetos sociais.

A trajetória do concurso confirma o argumento. Foi dele que saíram nomes como Grazi Massafera e a atriz Rayanne Morais — duas carreiras construídas depois da faixa, não por causa dela apenas.

A lição do painel do G10

No evento do Museu Naval, Susana assistiu ao painel sobre Liderança Empreendedora Feminina e saiu com uma leitura própria.

"Professor Marcos tem um astral muito bom, uma energia muito boa. Eu acho que esse painel deixou boas lições para a gente. Conseguiu reunir mulheres muito importantes, mulheres inspiradoras."

E fechou com uma metáfora. "Que a gente siga junto, todo mundo dando a sua cota de colaboração. Na verdade, o mundo é isso: nós somos peças de engrenagem que, todos juntos, fazemos tudo funcionar."

Bio de Susana Cardoso

Susana Cardoso é coach, produtora e diretora nacional do Miss Brasil Beleza Internacional, função que exerce há 27 anos e que a tornou uma das maiores especialistas em formação de candidatas no país.

À frente do concurso ao lado do empresário Boanerges Gaeta Júnior, consolidou o evento como uma das principais vitrines da beleza brasileira, com realização anual desde 2017 e formato que combina passarela, música, dança, teatro e moda.

Sua gestão se distingue por uma mudança de critério que ela resume em uma frase: "ser bonita é condição básica, mas não basta".

Sob sua direção, a avaliação passou a pesar oratória, cultura, empatia e projetos sociais — e o concurso deixou de ser desfile para se tornar espetáculo cênico, com direção artística assinada por nomes como Dharck Tavares.

Sua trajetória se confunde com a própria história do concurso no Brasil, que revelou profissionais como Grazi Massafera e a atriz Rayanne Morais.

Em 2026, comandou uma edição com 18 candidatas de estados e do Distrito Federal, sob o tema "Cores — As Memórias de um Brasil", coroando a catarinense Nicolle Steinhauser, que representou o país no Miss International, em Tóquio.

A repercussão internacional da final — exibida pela Brazilian Times TV, nos Estados Unidos — rendeu a Susana um convite para receber um prêmio em Boston, em dezembro. Ela fez questão de dividir a conquista com a equipe: "Eu só estou à frente do concurso, mas não faço nada sozinha.

Então esse prêmio é de todos nós." Instagram: @missbrasilbelezainternacional.

Por Robson Talber @robsontalber 

Repórter Oscar Muller @oscarmulleroficial

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Por Jornal da República em 03/11/2026
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