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Para os atos de encerramento da campanha "Estudantes com Lula", a UNE quer resgatar o símbolo das mobilizações dos anos 1990 e trazer os caras-pintadas de volta às ruas. A União Nacional dos Estudantes está pedindo os estudantes a pintarem o rosto de verde e amarelo nos atos finais, marcados para os dias 23 e 24 de outubro em pelo menos dez estados, véspera do segundo turno.
O símbolo remete a 1992, quando o próprio presidente Collor, ás voltas com denúncias de corrupção, pediu na TV que seus apoiadores saíssem às ruas vestidos de verde e amarelo. Os estudantes viraram o gesto do avesso, foram de preto, em luto pela corrupção, e pintaram o rosto justamente com as cores que ele tentou sequestrar. O palanque principal é São Paulo, com manifestação neste sábado, 14h, no Masp — com Lula em pessoa.
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Estudantes 'caras pintadas' durante manifestação contra Collor, em 1992 — Foto: Cezar Loureiro/Agência O GLOBO
"Assim como nos tempos do Collor, queremos mostrar que as cores do país são nossas, do povo brasileiro. Naquela época, a juventude pegou o verde e o amarelo que um corrupto tentou usar pra se defender e devolveu esse símbolo pro seu real dono. Em 2026, fazemos o mesmo gesto, com o mesmo sentido. Não é bandeira de governo, é bandeira de quem constrói esse país todo santo dia", diz Bianca Borges, presidenta da UNE.
No Rio, a UNE fecha a jornada de lutas às 9h em Copacabana, na esteira do ato de domingo passado, que levou milhares de pessoas da Candelária à Cinelândia — com direito a Chico Buarque saudando a plateia.
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