Às vésperas de julgamento no TSE, Cláudio Castro deve renunciar ao cargo de governador do Rio

Às vésperas de julgamento no TSE, Cláudio Castro deve renunciar ao cargo de governador do Rio

Governador é acusado de abuso de poder político, econômico e conduta proibida a agentes públicos em campanha eleitoral

 Às vésperas de julgamento no TSE, Cláudio Castro deve renunciar ao cargo de governador do Rio

 

Por Brasil de Fato

O governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), deve renunciar ao cargo nesta segunda-feira (23). A decisão ocorre às véspera de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que pode torná-lo inelegível. A cerimônia oficial que marcará o fim do mandato de Castro está prevista para esta segunda (23), a partir das 16h30.

No centro das acusações contra o chefe do Executivo estadual está a nomeação de cabos eleitorais para cargos públicos em estruturas do Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos (Ceperj) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), além de supostas ameaças a servidores que não participassem de campanha.

O governador Cláudio Castro e o deputado Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj

O governador Cláudio Castro (Crédito: Reprodução/ Governo do Rio)

O Ministério Público Eleitoral (MPE) acusou Castro e seu vice, Thiago Pampolha (atualmente conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, o TCE), de envolvimento em um suposto esquema de contratação “secreta” de cerca de 27 mil pessoas. O caso veio à tona após trabalhadores sacarem, em espécie, cerca de R$ 248 milhões em caixas eletrônicos.

O estado do Rio de Janeiro não tem vice-governador. Dessa forma, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, deve assumir interinamente o cargo até que a Assembleia Legislativa realize uma eleição indireta para definir quem ocupará o Executivo estadual até o fim do mandato.

No entanto, ainda há incertezas sobre o processo. O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu regras aprovadas para a eleição indireta, o que deixam indefinidos pontos como o formato da escolha e os critérios a serem adotados.

Com a renúncia, a estratégia de Castro seria fazer com que a ação contra ele no TSE perca o objeto, já que deixaria o cargo. Dessa forma, ele poderia seguir com o plano de disputar uma vaga ao Senado nas próximas eleições. O ex-secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas, é apontado como pré-candidato do PL ao governo do Rio.

Por Jornal da República em 22/03/2026
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