Gestão fraudulenta do BRB: investigação da PF levará à liquidação ou federalização

Por ordem do ministro do STF, Dias Toffoli, a Polícia Federal formalizou inquérito para apurar fraudes cometidas pelo banco estatal de Brasília que forjou compra do Master

Gestão fraudulenta do BRB: investigação da PF levará à liquidação ou federalização

O Governo do Distrito Federal (GDF) é o acionista majoritário do Banco Regional de Brasília. Sob o olhar frio das leis e da norma jurídica, o governador de Brasília (DF), Ibaneis Rocha, é, portanto, o controlador final do BRB como seus antecessores o foram enquanto despacharam no Palácio do Buriti, sede do governo distrital. O sucessor de Ibaneis não deverá ter banco algum para chamar de “seu” enquanto estiver sentado na cadeira que ele ocupa desde 2019.

O governador do distrito Federal também está sendo investigado pelas fraudes cometidas na operação de venda maquiada do Banco Master para o BRB. A operação foi anunciada no final do mês de fevereiro do ano passado, Ibaneis e o então presidente do banco estatal, Paulo Henrique Costa, abriram champanhes para celebrar o comunicado “ao mercado” e especularam se a esquisita decisão de um banco público, o BRB, comprar um banco privado, o Master, mesmo sendo menor do que a instituição então pertencente ao empresário Daniel Vorcaro, não representava os píncaros da glória de um “modelo de gestão” que havia revolucionado o Distrito Federal.

Ibaneis não revolucionou o DF; quebrou-o. Paulo Henrique Costa não teve brilho algum na gestão do BRB; quebrou-o também. Agora, os dois respondem por seus atos no rombo produzido no caixa do Distrito Federal, do Banco Central, do Fundo Garantidor de Crédito. Ambos estão solidariamente sob escrutínio dos policiais federais que procuram as provas de todas as fraudes cometidas no banco estatal para favorecer as negociatas criadas na usina de fraudes do Master, de Vorcaro e dos sócios dele Augusto Lima e Fabiano Zettel.

Ibaneis, Paulo Henrique e todos os diretores do BRB no período investigado responderão inclusive com seus patrimônios pessoais – mesmo aqueles transferidos para familiares no período em investigação – pelos prejuízos causados ao erário e às contas pessoais dos cidadãos.

Na esteira dessas investigações, Ibaneis Rocha já não reúne mais condições de ser candidato ao Senado pelo Distrito Federal, como pretendia. Nem mesmo a deputado federal, como jamais quis porque acha um mandato de deputado “pouco demais” para ele. Ibaneis sonhou ser banqueiro – mesmo que comandando um banco que era público. Agora, tem de se resignar a passar à História como o governador de Brasília que quebrou o BRB – e o Banco Regional de Brasília está no rumo da federalização (ser englobado por um banco federal, como o Banco do Brasil ou a Caixa) ou da liquidação pelo Banco Central.

Por Jornal da República em 04/02/2026
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