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As operações piratas e de venda ilegal de óculos e demais produtos do setor óptico chegaram a R$ 11,43 bilhões em 2025. O levantamento é do FNCP - Fórum Nacional Contra a pirataria e a Ilegalidade que listou 15 setores produtivos que sofrem com a ação dos criminosos.
“Portanto, o mercado óptico brasileiro poderia ter faturado R$ 39,43 bilhões em 2025 se a pirataria e as operações de venda ilegais não existissem. Um volume de vendas que seria revertido para as operações das empresas, para a manutenção de empregos, treinamento de pessoal, desenvolvimento de produtos, implantação de novas tecnologias, promoção da inovação, realização de ações sociais e recolhimento de impostos”, afirma Ambra Nobre Sinkoc, diretora Executiva da Abióptica que completa: “Estamos diante de uma perda bilionária para o Brasil”.
O montante de R$ 11,43 bilhões, faturado nas ações criminosas, representaria aproximadamente R$ 6,3 bilhões em impostos.
O setor óptico emprega mais 190 mil pessoas em 71.226 pontos de venda. Por ano são vendidos 106,5 milhões de óculos no Brasil, sendo metade de produtos falsificados e de origem ilegal, o que representa uma perda bilionária para as empresas e a receita federal.
O FNCP divulgou sua pesquisa com os 15 setores produtivos atingidos pela ação de criminosos. O setor óptico é o nono. No total, a entidade estima que no ano passado as ações de pirataria e venda ilegal de produtos foram responsáveis por faturamento de R$ 326,34 bilhões e a evasão de R$ 146,85 bilhões em impostos. O impacto negativo para o País é de 473,19 bilhões, ou seja, 3,75% do PIB.
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