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O Jornal da República e Última Hora Online esteve presente no Seminário Internacional Nova Era do Consumidor, no Grand Hyatt Rio, onde conversou com o presidente do Procon-RJ, Marcelo Barboza Alves de Oliveira.
Em entrevista, o dirigente da autarquia de proteção e defesa do consumidor do estado do Rio de Janeiro apresentou a visão do órgão sobre a relação de consumo na era digital e os desafios que marcam o momento de transição vivido pelo país.
"É um evento de grande importância, principalmente para os operadores do direito, que traz uma visão diferenciada de uma relação de consumo hoje."
Nós estamos num momento de transição, de evolução, e a informação é de suma importância para que haja uma visão não só para os operadores do direito, como também para o consumidor, daquilo que ele possa se beneficiar", afirmou.
A velocidade da informação e o poder do conhecimento.
Em um cenário em que a era digital acelerou todos os processos, o presidente do Procon destacou o papel da informação como ferramenta de proteção. "Nessa era digital, tudo é muito rápido, e as pessoas ficam sabendo em minutos de produtos ou de serviços que não são bem prestados", observou.
Para Barboza, o conhecimento é o principal ativo do consumidor moderno. "Como você bem disse, a velocidade da informação é muito grande. Quem detém a informação detém o poder. Isso é primordial. "E nós, do Procon, prezamos muito pela informação", completou.
A atuação do Procon nas redes sociais
O dirigente apresentou a nova frente de atuação da autarquia, que acompanha a transformação digital. "O Procon também age diretamente nas redes sociais ou da forma normal; o cliente tem que entrar em contato", explicou, revelando a capilaridade do atendimento.
Barboza detalhou os canais disponíveis ao consumidor fluminense. "As nossas redes sociais são bem ativas. Nosso Instagram, nosso Facebook, nosso site.
O consumidor, entrando em contato, acessando as nossas redes, tem ali todas as informações necessárias para a proteção dos seus direitos, para buscar orientações e ter conhecimento daquilo que para ele foi conquistado, principalmente judicialmente", afirmou.
O Procon como poder do povo
O presidente respondeu sobre a permanência do papel histórico do órgão. "O Procon continua sendo o poder do povo em resposta a alguns serviços que não são bem prestados, alguns produtos em que ele deveria ter o direito da troca e não acontece", afirmou, reafirmando a missão institucional da autarquia.
Barboza definiu o Procon-RJ como um ponto de acolhimento. "O Procon do estado do Rio de Janeiro é o braço do governo, do executivo, para a população, em que o cidadão pode ter na autarquia um abraço, o acolhimento, a orientação necessária para fazer valer os seus direitos", declarou.
A vulnerabilidade do consumidor e os grandes problemas da atualidade.
O presidente reconheceu o momento delicado vivido pelos consumidores. "O consumidor hoje se sente muito vulnerável, e nós do Procon estamos aqui para o nosso consumidor fluminense.
Ele pode contar com o Procon para todas as questões que envolvam uma relação de consumo", afirmou.
Barboza listou os desafios que transcendem o consumo tradicional. "Hoje nós temos grandes problemas, que não são só de consumo, mas que envolvem também saúde pública, principalmente as questões das bets, que trazem terríveis problemas familiares", alertou.
O superendividamento: 80% da população endividada.
O dirigente apresentou um dado que ilustra a gravidade do cenário. "Além do que, nós temos a questão do superendividamento, em que as pessoas hoje se endividam muito. 80% da população está endividada", afirmou.
O número citado por Barboza encontra respaldo nas pesquisas nacionais: em março de 2026, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,4%, o maior nível já registrado na série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada desde janeiro de 2010.
São mais de 80 milhões de brasileiros com algum tipo de dívida, em um cenário em que cresce também o número de pessoas que buscam nas apostas online uma solução para os problemas financeiros.
Os idosos, presas fáceis da tecnologia,
O presidente do Procon chamou atenção para um grupo especialmente vulnerável. "E o que falar dos idosos, que ficam à mercê hoje em dia da tecnologia, que são presas fáceis na relação de consumo?", questionou.
Barboza reafirmou o compromisso do órgão com esses consumidores. "E o Procon está aqui para isso, para acolher essas pessoas e ajudá-las nos seus problemas", completou.
A bet não é investimento: é jogo de azar.
O dirigente foi enfático ao tratar das apostas online. "O jogo de azar, uma bet, é um jogo de azar; ele é vendido como lazer, e isso deveria ser retirado totalmente das plataformas", afirmou.
Barboza buscou desfazer a confusão criada pelo marketing das plataformas. "Os jogos online não são investimentos, não são fontes de renda.
Ele está ali para diversão da pessoa. E você precisa tirar essa conotação, essa ideia de que aquilo ali é uma segunda fonte de renda, porque não é investimento, não é renda, entendeu?", alertou, ecoando a preocupação de especialistas sobre a ilusão criada em torno das apostas.
Uma trajetória dedicada ao direito do consumidor.
Marcelo Barboza Alves de Oliveira é graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com especializações em Direito do Consumidor e Direito do Trabalho.
Advogado consumerista com mais de 1.500 processos judiciais em sua trajetória, é uma referência no campo do direito do consumidor.
Nomeado presidente do Procon-RJ pelo governador Cláudio Castro em outubro de 2024, Barboza conduz a autarquia com foco em relações de consumo mais claras e equilibradas no estado, além de ações voltadas à educação e à proteção dos direitos dos cidadãos fluminenses.
Sob sua gestão, o órgão tem aproximado o atendimento da população, incluindo ações nas comunidades e favelas, garantindo que o direito chegue a todos.
Um evento que fortalece a defesa do consumidor.
A participação de Marcelo Barboza no Seminário Nova Era do Consumidor reforçou o papel do Procon-RJ como protagonista na defesa do consumidor fluminense.
Da atuação nas redes sociais ao alerta sobre as bets e o superendividamento, o presidente apresentou as frentes de ação do órgão em um momento em que a informação é a principal ferramenta de proteção.
Com a liderança do projeto Nova Era do Consumidor e a atuação do Procon-RJ, o Rio de Janeiro consolida-se como referência na defesa do consumidor — e deixa um recado claro: na era digital, quem detém a informação detém o poder, e o Procon está de portas abertas para garantir que o consumidor exerça esse poder.
Biografia de Marcelo Barboza Alves de Oliveira.
Marcelo Barboza Alves de Oliveira é presidente do Procon-RJ, a Autarquia de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado do Rio de Janeiro, nomeado pelo governador Cláudio Castro em outubro de 2024.
Graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em dezembro de 1994, possui especializações em Direito do Consumidor e Direito do Trabalho.
Advogado consumerista com mais de 1.500 processos judiciais em sua trajetória, é reconhecido como referência no campo do direito do consumidor, atuando em defesa de relações de consumo mais claras e equilibradas.
Sob sua gestão, o Procon-RJ ampliou a atuação nas redes sociais e aproximou o atendimento da população, incluindo ações nas comunidades e favelas fluminenses para garantir que o direito chegue a todos os cidadãos.
Sua gestão é marcada pela defesa da educação do consumidor, pelo combate ao superendividamento e pelo alerta sobre os riscos das apostas online (bets), além da fiscalização do mercado de consumo e de políticas públicas estaduais baseadas no Código de Defesa do Consumidor.
Participou de eventos de referência nacional, como o Nova Era do Consumidor e o Brasil 2030, defendendo que a informação é a principal ferramenta de proteção do consumidor na era digital.

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