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A nota entra em contradição com a resposta de Flávio Bolsonaro que não negou a veracidade dos prints e áudios revelados pelo The Intercept.
Por Brasil Paralelo
Uma reportagem publicada pelo jornal The Intercept trouxe à tona áudios que expõem pedidos de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro para financiamento do filme Dark Horse, uma biografia sobre o seu pai.
A repercussão negativa levou aliados próximos de Flávio, como Romeu Zema, a publicar críticas ao senador. O ex-governador de Minas era um dos cotados para vice na chapa de Flávio Bolsonaro nas Eleições de 2026.
Por outro lado, nomes como Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Fernando Holiday, saíram em defesa do pré-candidato à presidência, afirmando que as gravações não apresentavam qualquer prática de crime e que a própria produtora negou o investimento de Vorcaro na produção.
A produtora do filme nega ter recebido dinheiro de Vorcaro
Em meio a esse debate, a produtora do filme divulgou uma nota. Na mensagem, a GOUP Entertainment afirma que “não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer empresa sob o seu controle societário”.
Contudo, as mensagens expostas pelo The Intercept mostram Flávio enviando um áudio a Daniel Vorcaro em que ele afirma saber que o banqueiro passava por um momento difícil, mas que precisava cobrar o dinheiro ou receber a negativa para ir atrás de outro investidor.
Esses áudios são de setembro de 2025
Meses antes, em dezembro de 2024, Flávio havia feito o primeiro contato com Vorcaro, por intermédio do empresário Thiago Miranda. O empresário também afirma que não houve encontro entre Flávio e Vorcaro.
O jornal apresenta ainda outras mensagens que mostram Fabiano Zettel intermediando os pagamentos ao filme e Flávio Bolsonaro mantendo contato com Vorcaro.
Ainda em sua nota, a produtora afirma que “conversas, apresentações de projeto ou tratativas eventualmente mantidas com potenciais apoiadores e empresário não configuram, por si, efetivação de investimento, participação societária ou transferência de recursos”.
Contudo, em sua resposta pública ao caso, Flávio Bolsonaro não negou contato com Vorcaro e afirmou que ali tratava-se de um filho pedindo financiamento ao filme sobre seu pai.
Em mensagens também é possível ver Flávio Bolsonaro enviando um vídeo a Daniel Vorcaro e dizendo: “só está sendo possível por causa de você”.
Mario Frias afirma que Flávio Bolsonaro teve papel limitado na produção do filme ao de concessão de direito autoral e ajuda para atrair investidores:
“O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte — o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio.”
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