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A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado que não sabe onde estão o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores após o ataque dos Estados Unidos ao país durante a madrugada. Em declaração feita por meio de uma chamada de áudio à emissora estatal venezuelana, ela exigiu do governo americano uma prova de vida imediata do casal presidencial.
Segundo Delcy Rodríguez, a falta de informações sobre o paradeiro de Maduro e de sua esposa ocorre em meio a uma situação que ela classificou como brutal. Na manifestação pública, a vice-presidente afirmou que o governo venezuelano desconhece qualquer detalhe sobre onde eles estariam e cobrou explicações diretas da administração americana.
Prova de vida e acusações de mortes
Na fala transmitida pela televisão estatal, Delcy Rodríguez declarou que, diante do ataque, o governo exige uma prova de vida imediata por parte do governo do presidente Donald Trump sobre as condições de Maduro e de Cilia Flores.
Ela acrescentou ainda que a ofensiva militar teria deixado mortos em diferentes regiões do país, incluindo autoridades, militares e civis, embora não tenha apresentado números nem detalhes adicionais.
A declaração ocorreu pouco depois de Trump confirmar publicamente a ação militar. O presidente americano afirmou que as Forças Armadas dos Estados Unidos capturaram Maduro e sua esposa e os retiraram da Venezuela após um ataque em grande escala.
Trump confirma captura
Em publicação na plataforma Truth Social, Trump afirmou que os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder. Segundo ele, Maduro foi capturado junto com a esposa e retirado do país por via aérea, em uma operação conduzida em conjunto com forças de aplicação da lei americanas.
O presidente dos EUA não informou para onde Maduro foi levado nem esclareceu sob qual base legal a captura ocorreu. Trump disse apenas que mais detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, horário de Brasília, em Mar-a-Lago, na Flórida.
Delta Force na operação
De acordo com fontes do Exército americano ouvidas pela emissora CBS News, a operação que resultou na captura do presidente venezuelano foi conduzida por integrantes da Delta Force, a principal unidade de missões especiais do Exército dos Estados Unidos. A tropa é conhecida por atuar em ações de alto risco e caráter sigiloso.
A mesma unidade foi responsável pela operação realizada em 2019 que resultou na morte do então líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi. Segundo os relatos, a participação da Delta Force reforça o caráter altamente especializado da ofensiva realizada em território venezuelano.
Escalada de tensão e incertezas
A confirmação da captura de Maduro por Washington e a reação do governo venezuelano aprofundam a crise diplomática entre os dois países e ampliam a incerteza sobre os próximos passos do confronto.
Enquanto os Estados Unidos prometem divulgar mais informações, Caracas afirma não ter qualquer contato ou confirmação oficial sobre o destino do presidente e da primeira-dama.
O episódio marca mais um capítulo da escalada de tensão entre os governos de Washington e Caracas, em um cenário ainda indefinido quanto às consequências políticas, jurídicas e militares da operação.
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