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A relação entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o secretário de Governo e presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, atravessa um momento de forte tensão política. Nos bastidores, aliados avaliam que o desgaste se tornou difícil de contornar e que a saída de Kassab do primeiro escalão pode ocorrer até abril.
Disputa por espaço político
O principal foco de atrito envolve a atuação de Kassab na articulação política do governo. À frente da Secretaria de Governo, ele é responsável pela interlocução com prefeitos e deputados, além da gestão de convênios e emendas.
Integrantes da base afirmam que o secretário teria ampliado significativamente o número de prefeitos filiados ao PSD em São Paulo, movimento que gerou desconforto em partidos aliados que se sentiram esvaziados politicamente.
A leitura entre interlocutores do Palácio dos Bandeirantes é de que a estrutura do governo estaria sendo usada para fortalecer o partido, algo que é negado por aliados de Kassab.
Vaga de vice amplia tensão
Outro ponto sensível é a composição da chapa para 2026. Kassab é citado como possível interessado na vaga de vice-governador em uma eventual tentativa de reeleição de Tarcísio.
O posto hoje é ocupado por Felício Ramuth, que também é considerado peça importante no projeto eleitoral. Outro nome ventilado é o do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado.
Nos bastidores, a disputa por espaço na futura chapa majoritária é vista como um dos principais combustíveis da crise interna.
Declarações públicas acirram o clima
O mal-estar ganhou dimensão pública após declarações de Kassab sobre a relação de Tarcísio com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao diferenciar “lealdade” de “submissão”, o secretário foi interpretado como crítico da postura do governador.
Tarcísio reagiu afirmando manter relação de amizade e lealdade com Bolsonaro, rechaçando qualquer ideia de submissão. A troca indireta de mensagens ampliou a percepção de distanciamento entre os dois.
Saída considerada provável
Diante do cenário, aliados avaliam que Kassab pode deixar o governo até o fim da janela partidária de abril — período estratégico para reorganização das forças políticas antes do ciclo eleitoral.
Embora não haja anúncio oficial, a permanência do secretário passou a ser tratada internamente como incerta. A crise expõe não apenas divergências pessoais, mas uma disputa por protagonismo político e influência na corrida eleitoral de 2026.
Fonte: Brasil247
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