PSD vai ao STF para restabelecer segundo turno no Rio

Partido de Eduardo Paes contesta anulação dos votos de Anthony Garotinho e pede suspensão da retotalização

PSD vai ao STF para restabelecer segundo turno no Rio

O PSD entrou com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar restabelecer o segundo turno da eleição para governador do Rio de Janeiro, previsto para 25 de outubro.

No sábado, 10, Douglas Ruas foi confirmado como governador eleito do estado, após a Justiça Eleitoral recalcular os votos da disputa.

Com a exclusão dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos), anulados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ruas alcançou 50,88% dos votos válidos e venceu no primeiro turno.

No recurso, o PSD contesta a decisão do TSE que anulou os votos dados a Garotinho. Após a retotalização, a votação de Ruas passou de 49,27% para 50,88%, percentual suficiente para garantir a vitória em primeiro turno.

A sigla argumenta que os votos foram dados a um candidato cujo nome constava na urna eletrônica e, por isso, deveriam continuar sendo considerados no cálculo usado para definir a necessidade de um segundo turno.

O partido do ex-prefeito Eduardo Paes pede a suspensão da retotalização e a retomada da disputa entre os dois candidatos mais votados.

Quem é Douglas Ruas?

Com 37 anos, Ruas será o governador mais jovem do estado desde a fusão entre Rio de Janeiro e Guanabara, em 1975. 

Também será o primeiro nascido após o fim da ditadura militar. Até agora, o recorde era de Anthony Garotinho, que chegou ao Palácio Guanabara aos 38 anos, em 1999.

Deputado estadual eleito em 2022 com 175.977 votos, Ruas presidiu a Alerj e comandou a Secretaria estadual das Cidades no governo Cláudio Castro (PL). 

Antes, trabalhou na Polícia Civil e ocupou cargos na administração de São Gonçalo, onde seu pai, Capitão Nelson (PL), é prefeito.

Rejeição e Lula

Ruas seguiu uma estratégia clara no debate da TV Globo, realizado menos de uma semana antes do pleito.

O candidato do PL nacionalizou a disputa estadual ao mencionar, por diversas vezes, o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).

O ex-prefeito, porém, preferiu não responder às acusações de Ruas sobre seu apoio “escondido” ao presidente Lula (PT).

“Tem gente que recebe o Lula, faz agenda e não posta nas redes sociais. Eduardo Paes faz campanha para o Lula, fizeram uma carreata e ele sequer fez uma postagem”, disse Ruas.

Paes também herdou parte da rejeição ao presidente Lula (PT), seu aliado de chapa.

Por Jornal da República em 14/10/2026
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