SEM REFINO, MAS COM MUITO LUXO - Victor Travancas aponta os elos da engrenagem

Travancas aponta Subsecretaria de Relações Internacionais como elo da engrenagem entre Cláudio Castro e Ricardo Magro em Nova York

SEM REFINO, MAS COM MUITO LUXO - Victor Travancas aponta os elos da engrenagem

A explosiva Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira pela Polícia Federal, lançou o antigo núcleo do poder fluminense numa espiral de pânico, buscas, dinheiro vivo, suspeitas bilionárias e acusações que já fazem o Rio reviver os seus piores fantasmas políticos. 

E no meio do terremoto político surgiu mais uma denúncia devastadora do advogado e ex-Subsecretário de Compliance do Estado do Rio de Janeiro, Professor Doutor Victor Travancas.

Segundo Travancas, a Subsecretaria de Relações Internacionais do governo Cláudio Castro funcionava como “a engrenagem diplomática informal” que organizava as viagens internacionais ligadas ao empresário Ricardo Magro, controlador da Refit e agora alvo central da operação da Polícia Federal.  

“O subsecretário organizava metodicamente as viagens para Nova York. Marcava os encontros, escolhia os hotéis luxuosos, os  restaurantes que serviam como ponto de reunião e como funcionava a engenharia da troca de dólares. Para descobrir tudo isso, a Polícia Federal precisa prender o subsecretário”, afirmou Travancas.

A PF investiga suspeitas de fraude fiscal bilionária, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e ocultação patrimonial envolvendo o Grupo Refit. 

O ministro Alexandre de Moraes autorizou buscas, bloqueios bilionários e até a inclusão de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol.  

As investigações afirmam que Cláudio Castro teria utilizado a máquina pública para favorecer interesses do grupo empresarial. 

A própria PF sustenta que o ex-governador ajudou a criar um “cenário propício” para a perpetuação de fraudes fiscais gigantescas no setor de combustíveis.  

Para Travancas, entretanto, o aspecto mais “escandaloso” é que integrantes ligados ao antigo núcleo político não apenas sobreviveram politicamente, como teriam sido recompensados.

“O mais estranho é que recentemente o subsecretário foi promovido pelo atual governo. No Rio de Janeiro, ao invés de se extirpar a corrupção, se promove os corruptos”, disparou.

A declaração caiu como uma bomba nos corredores do Palácio Guanabara, já abalado pelas revelações da operação que atingiu ex-secretários, integrantes das polícias Civil e Federal, operadores financeiros e até desembargadores.  

A situação ficou ainda mais tóxica após a PF apreender cerca de R$ 580 mil em espécie na casa de um policial civil ligado ao caso.  

Nos bastidores, aliados do antigo governo tentam. desesperadamente conter a sangria política enquanto cresce o temor de novas delações e eventuais prisões.

Foto arquivo 

Por Jornal da República em 15/05/2026
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