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Brasileiros !
A partir de hoje, assumo, diante da Nação, o compromisso de trabalhar como o Presidente de todos os brasileiros. Não de uma parcela, não de um grupo, não de uma corrente específica, não de um partido, mas de cada cidadão e de cada cidadã deste imenso país, sem distinção.
É com esse espírito de união, de respeito às nossas diferenças, e de responsabilidade com o que considero objetivos nacionais, que me comprometo a conduzir o Brasil.
A democracia é, acima de tudo, o regime no qual ideias, posturas e comportamentos diferentes podem conviver de forma civilizada, dentro da lei e em torno de um propósito comum: o bem do povo. É exatamente essa convivência respeitosa entre diferenças que fortalece as instituições e dá grandeza a uma nação. E é por isso que governar democraticamente exige diálogo, equilíbrio e grandeza moral.
Também quero afirmar, com absoluta clareza, que não haverá em nosso governo qualquer sentimento de vingança ou revanchismo em relação ao passado. Especialmente quando lembramos de brasileiros que foram perseguidos por suas convicções ideológicas ou partidárias, nossa resposta não será a do ressentimento. Será a da justiça. E justiça, para nós, significa a defesa mais pura – dentro da lei e respeitando-se a Constituição - do direito das pessoas, da legalidade, da dignidade humana e das liberdades fundamentais, daquilo que foi muito desrespeitado nos últimos anos.
Nossas prioridades são claras — e digo “nossas” porque elas não pertencem a um governo, mas a todo o povo brasileiro. Precisamos devolver segurança ao cidadão comum, à dona de casa, ao estudante, a cada família que deseja voltar a viver sem medo e com tranquilidade em nossas ruas. Precisamos recuperar a economia, para trazer de volta o poder de compra da população, para que o trabalho volte a render dignidade, estabilidade e esperança.
Precisamos também restaurar a credibilidade das instituições, para que o brasileiro volte a confiar plenamente na República, no Estado e em todos os seus pilares. E precisamos recuperar o élan, o espírito de missão e o orgulho de servir à Pátria dos nossos militares, reconhecendo sua função constitucional, sua tradição de disciplina e sua dedicação histórica à soberania nacional.
Queremos, ainda, que o Brasil volte a ocupar, com respeito e autoridade moral, o lugar que lhe cabe no cenário internacional. Nossa história diplomática sempre foi marcada pela conciliação, pelo diálogo e pela busca da paz. É essa tradição que devemos reafirmar, em sintonia com as mais antigas democracias do planeta e com presença firme e respeitada nos fóruns internacionais. O Brasil deve voltar a ter sua voz ouvida na busca da paz, pela liberdade e a democracia, no mais absoluto repúdio ao terrorismo e à tirania.
E queremos, sobretudo, que o trabalhador prospere, assim como prosperem as empresas, porque é quando o trabalho cresce, a produção avança e a confiança retorna que o Brasil inteiro prospera. Não há prosperidade onde há dependência do Estado, nem desenvolvimento verdadeiro sem esforço, sem liberdade econômica, sem segurança jurídica e sem um ambiente em que quem produz possa crescer e gerar oportunidades.
Este será um governo de união, de reconstrução e de responsabilidade. Um governo que não vai separar, mas unir, não vai prometer, mas fazer, não vai desmanchar aquilo de bom que já foi feito, mas melhorar o que tem futuro, não vai alimentar divisões, mas buscar convergências em favor do Brasil. Tenho plena confiança de que, juntos, com fé, trabalho e determinação, vamos devolver ao nosso país aquilo que ele merece: paz, justiça, prosperidade, prestígio internacional e esperança. Muito obrigado.
Que Deus ilumine o nosso caminho e abençoe o Brasil!
Creio nesse discurso e nesses propósitos, porque o Brasil é maior que qualquer diferença, e merece seu futuro.
Gen Marco Aurélio Vieira
Foi Comandante da Brigada de Operações Especiais e da Brigada de Infantaria Paraquedista
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