O império do horror: Jeffrey Epstein, o bilionário que transformou poder, dinheiro e menores em um esquema sexual global

O império do horror: Jeffrey Epstein, o bilionário que transformou poder, dinheiro e menores em um esquema sexual global

Durante décadas, Jeffrey Epstein construiu a imagem de um financista brilhante, milionário e influente. Por trás da fachada de sucesso e das amizades com algumas das pessoas mais poderosas do mundo, escondia-se, segundo autoridades e vítimas, um dos esquemas de exploração sexual mais perturbadores já revelados.

Hoje, mesmo após sua morte, milhões de páginas de documentos continuam surgindo, expondo nomes, conexões e detalhes de um sistema que chocou o planeta.

Quem foi Jeffrey Epstein

Jeffrey Edward Epstein nasceu em 1953, no Brooklyn, em Nova York. Sem formação universitária concluída, ele conseguiu ascender ao mundo financeiro e se tornou multimilionário administrando fortunas de empresários e bilionários.

Epstein acumulou propriedades luxuosas em Nova York, Flórida, Novo México, Paris e uma ilha privada no Caribe, conhecida como Little Saint James, que ficaria marcada como o centro de várias denúncias.

Seu círculo social incluía nomes como:

  • Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos

  • Donald Trump, empresário e ex-presidente dos Estados Unidos

  • Príncipe Andrew, membro da família real britânica

  • Bill Gates, fundador da Microsoft

  • Diversos empresários, políticos e celebridades internacionais

Essas conexões ajudaram Epstein a construir uma imagem de homem respeitado — e, segundo críticos, também contribuíram para que ele evitasse punições mais severas durante anos.

O esquema: como funcionava o sistema de exploração

De acordo com investigações federais e depoimentos de vítimas, Epstein operava um sistema estruturado de tráfico sexual de menores.

O método era cruel e calculado.

Adolescentes, muitas em situação de vulnerabilidade financeira ou emocional, eram atraídas com promessas de dinheiro, ajuda profissional ou oportunidades. Inicialmente, eram convidadas para sessões de 'massagem'. Esses encontros, segundo as vítimas, evoluíam para abusos sexuais.

Algumas vítimas recebiam dinheiro para recrutar outras meninas, ampliando o alcance do esquema.

Sua principal cúmplice foi Ghislaine Maxwell, socialite britânica e filha do magnata Robert Maxwell. Ela foi acusada e posteriormente condenada por recrutar e manipular menores para Epstein. Em 2022, Maxwell foi sentenciada a 20 anos de prisão por tráfico sexual.

A ilha do horror e o avião conhecido como ‘Lolita Express’

Epstein utilizava suas propriedades como locais para os abusos. Sua ilha privada no Caribe ficou conhecida como um dos principais cenários das denúncias.

Além disso, ele possuía um jato particular que ficou conhecido como ‘Lolita Express’. O avião transportava Epstein, convidados influentes e, segundo testemunhos, menores de idade.

Os registros de voo mostram que diversas figuras públicas viajaram com Epstein. Estar nos registros não significa automaticamente envolvimento em crimes, mas reforçou o alcance de suas conexões.

As vítimas e o nome que expôs o escândalo

Uma das vítimas mais conhecidas é Virginia Giuffre.

Ela afirmou publicamente que foi recrutada ainda adolescente e forçada a manter relações sexuais com Epstein e com outras pessoas influentes, incluindo o príncipe Andrew.

O príncipe Andrew negou as acusações, mas o escândalo destruiu sua reputação pública. Posteriormente, ele fez um acordo financeiro com Virginia Giuffre, sem admitir culpa.

 

A prisão e a morte que geraram revolta mundial

Em julho de 2019, Epstein foi preso novamente, desta vez acusado formalmente de tráfico sexual de menores em nível federal.

Ele foi mantido em uma prisão de segurança máxima em Nova York.

Em 10 de agosto de 2019, Epstein foi encontrado morto em sua cela.

A causa oficial foi declarada como suicídio por enforcamento.

Sua morte gerou revolta, indignação e teorias, pois ele poderia revelar informações comprometedoras sobre pessoas extremamente poderosas.

Falhas graves de segurança foram identificadas:

  • Câmeras não funcionavam corretamente

  • Guardas não fizeram as verificações obrigatórias

  • Epstein estava sem supervisão adequada

Esses erros alimentaram suspeitas e questionamentos até hoje.

 

Os documentos secretos e os nomes que continuam surgindo

Milhões de páginas de arquivos judiciais, depoimentos, registros e provas vêm sendo liberados gradualmente.

Esses documentos incluem:

  • Depoimentos de vítimas

  • Registros de voos

  • Comunicações

  • Evidências reunidas pelo FBI

  • Testemunhos sob juramento

Alguns nomes aparecem nesses arquivos, incluindo empresários, políticos e membros da elite internacional.

A presença nos documentos não significa automaticamente culpa criminal, mas demonstra o alcance da rede social de Epstein.

 

Um escândalo que nunca terminou

Mesmo morto, Jeffrey Epstein continua sendo o centro de um dos maiores escândalos da história moderna.

Seu caso expôs:

  • o tráfico sexual de menores dentro da elite
  • o poder da influência política e financeira
  • falhas graves no sistema judicial
  • e o silêncio que protegeu crimes durante décadas

Para as vítimas, a morte de Epstein não encerrou a busca por justiça.

 

Os documentos continuam sendo revelados.

E a verdade completa, segundo investigadores e sobreviventes, ainda pode não ter sido totalmente exposta.

 

Por Jornal da República em 13/02/2026
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