Dr. Wilen Heil e Silva apresenta projeto Mapas para transformar saúde pública no Rio de Janeiro

Presidente do CREFITO-2 defende mapeamento epidemiológico e reconhecimento de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais como profissionais de primeiro contato

O Rio de Janeiro viveu momento de mobilização rara. No evento "Encontro com Propósito", realizado na Barra da Tijuca, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e profissionais de saúde ocuparam espaço público para apresentar o projeto Mapas, iniciativa que promete transformar a forma como o estado enfrenta desafios de saúde pública.

No centro dessa articulação está o Dr. Wilen Heil e Silva, presidente do CREFITO-2 (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região) e membro do COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional).

O projeto Mapas não é apenas iniciativa de categoria. É estudo epidemiológico que visa identificar gargalos no sistema de saúde do Rio de Janeiro e propor soluções concretas.

Dr. Wilen sintetiza o objetivo: trazer informações sobre saúde no estado e gerar assistência de qualidade para toda a população. Significa identificar pessoas invisíveis, crianças com espectro autista, neurodivergentes, portadoras de doenças raras e, junto com profissionais de saúde, encontrar caminhos para soluções que transformem realidade.

A complementaridade que precisa ser reconhecida

Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais não competem com médicos. Complementam. Quando o paciente precisa de recuperação, readaptação ou reeducação, o fisioterapeuta é o profissional indicado.

Essa complementaridade, porém, historicamente não se traduz em reconhecimento equivalente. Dr. Wilen deixa claro durante o evento: profissionais de saúde precisam trabalhar em conjunto, não em hierarquias.

A população muitas vezes não entende essa dinâmica. Procura médico esperando que ele resolva tudo. Mas, quando o médico identifica a necessidade de fisioterapia, o paciente precisa ser encaminhado.

Se a população entendesse que fisioterapeutas são profissionais autônomos de primeiro contato, buscaria diretamente o profissional quando soubesse que precisa de reabilitação. Isso desafogaria o sistema de saúde e aceleraria a recuperação de pacientes.

Identificar onde dói mais na sociedade.

O projeto Mapas vai além de estatísticas. Visa identificar onde estão os gargalos no sistema de saúde fluminense. Significa mapear regiões onde a população não tem acesso a fisioterapeutas. Significa identificar crianças autistas sem atendimento. Significa localizar pessoas com doenças raras que são invisíveis para políticas públicas.

Dr. Wilen enfatiza que essas pessoas existem, mas o sistema não as enxerga. Projeto Mapas muda isso. Ao identificar onde dói mais na sociedade, permite que gestores públicos direcionem recursos de forma estratégica. Permite que profissionais de saúde se organizem para atender demandas reais. Permite que a população finalmente tenha acesso aos serviços de que precisa.

A luta por reconhecimento profissional

Dr. Wilen não está apenas no evento como profissional. Está como cidadão apoiando causa que vai além de categoria. Sua presença como presidente do CREFITO-2 e membro do COFFITO o coloca em posição de influenciar políticas públicas em nível federal e estadual. Sua atuação na Comissão de Assuntos Parlamentares do COFFITO demonstra compromisso com a valorização profissional em esfera política.

A luta não é por privilégios. É por reconhecimento de que fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais são profissionais de nível superior com formação científica, capacidade diagnóstica e autonomia clínica.

É por reconhecimento de que cuidar de quem cuida é responsabilidade de todos. É por reconhecimento de que saúde pública de qualidade depende de equipes multidisciplinares bem remuneradas e valorizadas.

Juntos é possível transformar.

Dr. Wilen deixa mensagem clara: somente juntos é possível. Pede apoio de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, acadêmicos e população. Pede que acompanhem mídias sociais do Dr. Renato de Paula, pré-candidato a deputado estadual apoiado pela categoria. Pede que acreditem não só no projeto Mapas, mas na possibilidade de transformar sonho em realidade.

Essa mobilização transcende campanha eleitoral. É movimento de categoria que reconhece que mudança só acontece quando profissionais se organizam politicamente. Quando ocupam espaços de poder.

Quando articulam com gestores públicos. Quando transformam reconhecimento técnico em poder político real.

O futuro que o Rio de Janeiro merece.

Dr. Wilen sintetiza visão: "Vamos juntos trazer para o presente o futuro que nós merecemos." Essa frase encapsula o objetivo do projeto Mapas. Não é promessa vaga. É compromisso de que fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, ao se organizarem, conseguem influenciar políticas públicas de saúde de forma estratégica.

O Rio de Janeiro tem mais de 80 mil fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais aptos. Essa força, quando mobilizada, consegue transformar realidade. Consegue fazer com que a população tenha acesso a profissionais qualificados. Consegue fazer com que profissionais recebam salários dignos. Consegue fazer com que a saúde pública funcione de forma integrada e eficiente.

Por Robson Talber @robsontalber 

Repórter Renata Barbosa @beleza.naotemidade

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Por Jornal da República em 07/07/2026
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